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CHAVES: NUNO VAZ “QUESTIONA” SECRETÁRIA DE ESTADO SOBRE HOSPITAL FECHADO

No seu discurso durante a conferência “NORTE 2030 – Saúde Mais a Norte”, o autarca de Chaves, Nuno Vaz, exigiu respostas concretas ao Governo, denunciando que, apesar das infraestruturas requalificadas, serviços essenciais como a urgência pediátrica e os cuidados intermédios continuam encerrados por “falta de recursos humanos”. O discurso contundente foi feito perante a Secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.

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O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, voltou a exigir, esta segunda-feira, respostas concretas do Governo para o Hospital de Chaves, afirmando que “o que falta em Chaves não é investimento, é sim decisão política e execução”. O discurso, particularmente duro, foi proferido perante a Secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, durante a conferência “NORTE 2030 – Saúde Mais a Norte”.

Apesar de reconhecer o esforço na requalificação das infraestruturas da Unidade Hospitalar de Chaves, Nuno Vaz alertou que a população continua privada de serviços essenciais. “Temos blocos operatórios preparados, mas falta capacidade cirúrgica. A urgência pediátrica só funciona de segunda a sexta-feira e o internamento continua encerrado”, frisou.

O autarca foi mais longe, classificando como “inaceitável que uma unidade concluída e equipada há mais de um ano, como a de cuidados intermédios, permaneça sem abrir por falta de recursos humanos”.

Numa altura em que a CCDR-NORTE anunciava um investimento de 220 milhões de euros para a saúde na região (83 milhões de fundos europeus), o discurso de Nuno Vaz marcou o encontro. O presidente classificou a situação como “insustentável” e uma “clara desigualdade territorial”.

“As crianças e as suas famílias não têm hora marcada para precisar de cuidados. Não podemos continuar a obrigar quem vive no Alto Tâmega e Barroso a percorrer dezenas de quilómetros para ter acesso a um pediatra. O Estado tem de garantir equidade, proximidade e dignidade”, defendeu.

No final, Nuno Vaz sublinhou que o Hospital de Chaves “é símbolo da resistência de uma região que não se cala” e que “as populações do interior merecem mais do que promessas — merecem respostas efetivas e respeito”.


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Redação

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