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PONTE DA BARCA: AUTARCA REVELA SITUAÇÃO “MUITO CRÍTICA” E PEDE MAIS MEIOS
Perante um incêndio “muito crítico” no Gerês, o autarca de Ponte da Barca apela ao Governo por meios aéreos pesados para proteger a Serra Amarela.
O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, lançou esta tarde um apelo urgente ao Governo para que mobilize meios aéreos pesados para o combate ao incêndio que lavra desde sábado no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). O autarca descreve um cenário “muito crítico” e de “gestão complicada”, alertando que sem um reforço aéreo significativo, a área ardida na Serra Amarela será “grande”.
“Mais do que os meios terrestres, os meios aéreos são fundamentais. É esse o pedido que eu faço. Nós precisamos de mais meios aéreos pesados. A situação é muito crítica”, afirmou Augusto Marinho em declarações à agência Lusa, mostrando-se preocupado com o número de meios no local.
O autarca social-democrata explicou que o “teatro de operações está muito complicado” com um fogo traiçoeiro. “Tanto está adormecido como reacende com violência. Não lhe podemos dar tréguas”, frisou, sublinhando a dificuldade em controlar as várias frentes ativas.
A maior preocupação de Augusto Marinho centra-se na proteção da “Mata do Cabril, uma das poucas áreas de reserva integral do Parque Nacional da Peneda-Gerês”. A progressão das chamas ameaça este santuário de biodiversidade único no país.
A situação é particularmente grave em várias localidades. “Na Ermida a situação está complicada, com projeções e reacendimentos muito violentos. [O fogo] passou para a parte de cima da aldeia”, relatou o presidente da Câmara. Apesar de não haver, para já, casas em risco, a progressão das chamas causa enorme apreensão. No Lindoso, a frente ativa em Lourido lavra “com muita intensidade”, sendo também “muito preocupante”.
De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 16h00, o incêndio mobilizava 414 operacionais, apoiados por 133 viaturas. No entanto, no ar, o autarca contabilizava apenas dois helicópteros Kamov, considerando os dois meios ligeiros adicionais manifestamente insuficientes para a dimensão do desafio.




