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PORTO: MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INQUÉRITO AO CURSO DE MEDICINA
A investigação foi aberta depois de a reitoria da Universidade do Porto ter apresentado uma participação formal às autoridades judiciais, alegando ter recebido uma denúncia com “novos elementos”. O caso, que começou com a denúncia do reitor sobre “pressões” do Governo para admitir alunos, já levou a uma troca pública de acusações de mentiras entre o reitor, o diretor da faculdade e o ministro da Educação.
O Ministério Público abriu um inquérito ao polémico concurso especial de acesso a Medicina na Universidade do Porto, depois de a própria reitoria ter apresentado uma participação às autoridades judiciais. A notícia, avançada pelo Jornal de Notícias, representa uma nova e séria escalada no caso que opõe o reitor da universidade ao Governo e à direção da sua Faculdade de Medicina.
A polémica explodiu há cerca de duas semanas, quando o reitor da Universidade do Porto revelou publicamente ter sofrido “pressões” de pessoas ligadas ao Governo para que fossem admitidos 30 candidatos a Medicina que não cumpriam a nota mínima exigida no concurso.
A acusação foi prontamente negada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que acusou o reitor de mentir e admitiu estar “desiludido”. A esta voz juntou-se a do próprio diretor da Faculdade de Medicina do Porto, Altamiro da Costa Pereira, que acusou o reitor, em final de mandato, de mentir “por razões de natureza política” com o intuito de o atingir a si e ao ministro.
Com a troca de acusações a subir de tom, vários partidos políticos já exigiram a realização de audições parlamentares. As associações académicas do Porto também se mostraram preocupadas e pedem o “apuramento urgente de responsabilidades”, numa altura em que a investigação transita agora para a esfera judicial, após a reitoria ter formalizado uma queixa com base em “novos elementos”.
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