Ligue-se a nós

NACIONAL

PORTUGAL PODERÁ ENTRAR EM NOVA ONDA DE CALOR COM MÁXIMAS DE 45 GRAUS

Portugal prepara-se para a segunda onda de calor de 2026, com previsões de subida acentuada das temperaturas a partir da próxima quarta-feira. Os modelos meteorológicos indicam que os termómetros podem atingir os 45 graus Celsius em algumas zonas do interior da Península Ibérica.

Online há

em

Portugal prepara-se para a segunda onda de calor de 2026, com previsões de subida acentuada das temperaturas a partir da próxima quarta-feira. Os modelos meteorológicos indicam que os termómetros podem atingir os 45 graus Celsius em algumas zonas do interior da Península Ibérica.


Os modelos meteorológicos apontam para a formação de uma cúpula de calor, fenómeno designado como heat dome, sobre a Europa Ocidental, que deverá atingir o seu pico entre os dias 22 e 26 de junho. Este cenário poderá resultar em temperaturas superiores a 40 graus Celsius em várias regiões de Portugal, Espanha e França. A intensificação do calor está dependente da localização de uma depressão isolada em altitude, a oeste da Península Ibérica, cuja posição final determinará a magnitude exata dos valores registados no território nacional.

Este novo episódio sucede a uma onda de calor ocorrida entre o final de maio e o início de junho, considerada a terceira mais longa alguma vez registada no país. A atual situação é agravada pela secura dos solos e pela proximidade do solstício de verão, que potencia a acumulação de calor devido ao maior número de horas de exposição solar. Adicionalmente, um bloqueio atmosférico provocado por um anticiclone estacionário sobre os países nórdicos deverá dificultar a dissipação desta massa de ar quente, favorecendo a persistência de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos.

As projeções detalham máximas entre os 37 e os 42 graus Celsius em distritos como Santarém, Castelo Branco, Évora e Beja. Além do calor diurno, antecipam-se noites tropicais generalizadas, com mínimas acima dos 20 graus, e noites tórridas no Alentejo, onde os valores podem não baixar dos 25 graus. Este cenário de ausência de arrefecimento noturno constitui um risco acrescido para a saúde pública, dificultando a recuperação térmica do organismo humano.


Redação

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *