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PRESIDENCIAIS 2026: OS RESULTADOS ELEITORAIS DO DISTRITO DE VILA REAL

António José Seguro conquistou o distrito de Vila Real com 63,5%, triunfando em concelhos historicamente sociais-democratas. O candidato venceu em Valpaços, Vila Real e Chaves, travando o crescimento de André Ventura no interior Norte e captando o voto moderado da direita.

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António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais no distrito de Vila Real com 63,5% dos votos. O candidato socialista conseguiu furar a tradicional barreira “laranja” do distrito, vencendo em concelhos historicamente afetos à direita, como Valpaços.

Por: Vítor Fernandes (Diretor de Informação)


O distrito de Vila Real alinhou com a tendência nacional e deu uma vitória expressiva a António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo. O novo Presidente da República obteve 61.904 votos (63,5%), deixando André Ventura a uma distância considerável, com 35.612 votos (36,5%).

A queda dos bastiões

Um dos dados mais relevantes da noite no distrito foi a capacidade de Seguro em captar o eleitorado social-democrata. O exemplo mais flagrante ocorreu em Valpaços, um concelho historicamente fiel ao PSD. Ali, António José Seguro venceu com 57,5% (4.247 votos), contra os 42,6% (3.146 votos) de André Ventura, demonstrando que o candidato do Chega não conseguiu capitalizar a totalidade dos votos que, na primeira volta, tinham ido para Luís Marques Mendes (que vencera em concelhos como Boticas e Valpaços a 18 de janeiro).

Norte e Sul do distrito pintados de rosa

A vitória estendeu-se aos maiores centros urbanos. Na capital de distrito, Vila Real, e em Chaves, a vantagem de Seguro rondou os 60%, confirmando a mobilização do eleitorado de centro-esquerda e a rejeição de um candidato de extrema-direita numa região marcada pelo conservadorismo moderado. Em Vila Pouca de Aguiar, Seguro registou também uma vitória sólida com 63,4%.

Transferência de voto eficaz Estes resultados indicam que António José Seguro conseguiu, nesta segunda volta, agregar não só o voto da esquerda, mas também uma fatia muito significativa do eleitorado da Aliança Democrática (AD), que havia vencido o distrito nas legislativas de 2025. André Ventura, apesar de ter subido a sua votação face à primeira volta (onde tinha tido cerca de 26%), falhou o objetivo de se afirmar como a alternativa maioritária no interior Norte.

A abstenção no distrito acompanhou a média nacional, num ato eleitoral condicionado pelo mau tempo que se fez sentir em toda a região transmontana.


Vítor Fernandes (Diretor de Informação)

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