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QUATRO GRANDES INCÊNDIOS MOBILIZAM MAIS DE 1.700 OPERACIONAIS NO PAÍS

Focos em Trancoso, Covilhã, Vila Real e Tabuaço são os mais preocupantes e continuam ativos. Autoridades já registaram 37 feridos ligeiros no combate às chamas e mantêm o país em situação de alerta com várias proibições em vigor.

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Mais de 1700 operacionais combatiam, na madrugada desta terça-feira, os quatro incêndios florestais que mais preocupam em Portugal continental, com frentes ativas nos concelhos de Trancoso, Covilhã, Vila Real e Tabuaço. Num balanço recente, a Proteção Civil informou que estes incêndios já provocaram 37 feridos ligeiros, enquanto o país permanece em situação de alerta devido ao calor extremo.

De acordo com um ponto de situação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) às 04:15, o cenário mais complexo era em Trancoso (Guarda), com 697 bombeiros a combater duas frentes ativas. Na Covilhã (Castelo Branco), 523 operacionais lutavam contra uma frente ativa. O incêndio de Vila Real, que chegou a estar em resolução, mantinha-se em curso com uma frente ativa e 282 operacionais no terreno. Por fim, em Tabuaço (Viseu), 215 operacionais combatiam um fogo que progredia numa zona de difícil acesso.

No balanço das últimas horas, o oficial de operações da ANEPC, Pedro Araújo, revelou que estes quatro incêndios resultaram em 37 vítimas, entre civis e bombeiros, todos assistidos por exaustão ou com ferimentos ligeiros, sem necessidade de internamento hospitalar prolongado.

A dificuldade no combate às chamas é agravada pelas condições meteorológicas. Doze distritos do continente continuam sob aviso laranja do IPMA, o segundo mais grave, devido à persistência de temperaturas muito elevadas, situação que se deverá manter, na maioria dos casos, até ao final da tarde de quinta-feira.

Face a este cenário, o Governo renovou a situação de alerta no país até quarta-feira, dia 13. Esta medida mantém em vigor um conjunto de proibições para diminuir o risco de novas ignições, nomeadamente a proibição de acesso e circulação em espaços florestais, a realização de queimas e queimadas, o uso de maquinaria agrícola e florestal e a utilização de fogo de artifício.


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