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REDES SOCIAIS PREJUDICAM O BEM-ESTAR DE 25% DOS PORTUGUESES
Um estudo da Intrum revela que 24% dos portugueses se sentem afetados negativamente pelos conteúdos das redes sociais. A exposição a estilos de vida idealizados está a gerar sentimentos de inadequação, prejudicando a saúde mental e a estabilidade financeira de grupos mais vulneráveis.
Um estudo da Intrum revela que 24% dos portugueses se sentem afetados negativamente pelos conteúdos das redes sociais. A exposição a estilos de vida idealizados está a gerar sentimentos de inadequação, prejudicando a saúde mental e a estabilidade financeira de grupos mais vulneráveis.
De acordo com o European Consumer Payment Report, a pressão digital traduz-se em escolhas de consumo menos ponderadas, especialmente entre os grupos financeiramente mais frágeis. Cerca de 76% dos inquiridos em Portugal consideram que estas plataformas promovem expectativas financeiras irrealistas, um valor que se situa acima da média europeia. Entre os consumidores classificados como financeiramente vulneráveis, 38% admitem que os padrões de vida promovidos por influenciadores prejudicaram a sua saúde mental, enquanto na Geração Z, 19% reconhecem ter contraído dívidas para replicar estes estilos.
O impacto estende-se aos hábitos de compra, com 34% dos portugueses a admitir a realização de compras por impulso motivadas por publicidade nestas plataformas. Embora este valor represente uma descida face aos 40% registados em 2024, 14% dos consumidores referem que a influência digital os levou diretamente ao endividamento. Opções de pagamento diferido, como o sistema “Compre Agora, Pague Depois”, influenciam as decisões de 31% dos inquiridos, com maior incidência entre o público masculino e menor expressão no Algarve e nas regiões autónomas.
Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, sublinha que a exposição constante a padrões idealizados gera exclusão e frustração entre os consumidores. A empresa defende o reforço da literacia financeira como ferramenta essencial para combater o impacto da comparação digital e evitar decisões impulsivas. O relatório anual da Intrum baseia-se num inquérito realizado em 20 países europeus, envolvendo uma amostra de 20 mil consumidores, com o objetivo de analisar a gestão dos orçamentos domésticos na Europa.




