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BRAGANÇA: NOVA REVIRAVOLTA – VEREADOR DO PSD “SALTA” PARA O PS
Numa decisão que abala o cenário político pós-eleitoral em Bragança, Ricardo Pinto, eleito vereador pelo PSD e antigo líder da JSD, anunciou esta segunda-feira a sua desvinculação do partido para integrar, a tempo inteiro, o executivo liderado pela socialista Isabel Ferreira. A mudança restaura a maioria de governação da nova presidente, que tinha sido perdida na tomada de posse com a passagem do “número dois” do PS a independente.
A governação da Câmara de Bragança sofreu uma reviravolta política esta segunda-feira, apenas três dias após a tomada de posse. Ricardo Pinto, eleito vereador pela lista do PSD, anunciou publicamente que vai integrar o executivo da recém-empossada presidente socialista, Isabel Ferreira, devolvendo-lhe a maioria que esta tinha perdido.
A decisão foi comunicada pelo próprio Ricardo Pinto numa publicação nas redes sociais, onde justifica a decisão com a necessidade de garantir a “estabilidade política” do concelho. “Assumi o desafio […] convicto de que o concelho precisa de estabilidade política, de pontes firmes e de diálogo verdadeiro para concretizar projetos”, escreveu.
Esta mudança altera por completo o xadrez político saído da tomada de posse de sexta-feira. Isabel Ferreira (PS) tinha perdido a maioria (quatro em sete vereadores) logo no primeiro dia, quando o seu “número dois”, Nuno Moreno, anunciou que passaria a independente. Com a entrada de Ricardo Pinto, a presidente da câmara volta a contar com quatro elementos no executivo (a presidente, dois vereadores do PS e Pinto), ficando a oposição reduzida a dois vereadores do PSD e ao independente Nuno Moreno.
Na sua declaração no Facebook, Ricardo Pinto, que era o número três da lista do PSD e é funcionário do Brigantia Ecopark (entidade municipal), garante que não toma a decisão “por vaidade nem por ambição”, mas “por convicção” e “amor à cidade”.
O vereador anunciou também o seu afastamento do PSD após 14 anos de militância. “Encerro hoje um ciclo no PSD, partido onde militei com respeito, gratidão e lealdade”, afirmou, garantindo estar de “consciência tranquila” e que “agora é tempo de servir de outro modo, livre de rótulos”.
“Acredito profundamente que as cidades não se constroem com trincheiras, mas com pontes”, concluiu Ricardo Pinto, justificando a sua adesão a um “executivo cujo único objetivo é pugnar pelo desenvolvimento socioeconómico de Bragança”.
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