INTERNACIONAL
RÚSSIA RECRUTA 135 MIL JOVENS … MAS “GARANTE” QUE NÃO VÃO PARA A GUERRA
O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou esta segunda-feira o decreto para o recrutamento militar de outono, que abrangerá 135.000 cidadãos entre os 18 e os 35 anos. As autoridades de Moscovo insistem que os novos recrutas serão colocados apenas em território russo e não têm ligação à “operação militar especial”, uma garantia recebida com ceticismo, numa altura em que a Ucrânia estima em mais de um milhão o número de baixas russas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou esta segunda-feira um decreto que ordena o recrutamento de 135.000 cidadãos para o serviço militar obrigatório, mas as autoridades de Moscovo apressaram-se a garantir que estes novos conscritos não serão enviados para a frente de batalha na Ucrânia. A medida surge numa altura em que Kiev estima que as baixas russas na guerra já ultrapassam um milhão de soldados, entre mortos e feridos.
O decreto, que se insere no habitual ciclo de recrutamento de outono, abrange o período entre 1 de outubro e 31 de dezembro e visa cidadãos que não sejam ainda reservistas. Um responsável do Estado-Maior das Forças Armadas, Vladimir Tsimlianski, já tinha afirmado na semana passada que esta chamada “não tem qualquer relação com a operação militar especial”.
A garantia de que os recrutas serão destacados “apenas no território da Rússia” é recebida com ceticismo pela comunidade internacional, numa altura em que o próprio Putin descartou uma nova mobilização em larga escala, semelhante à de 2022. Esta posição contrasta com as estimativas ucranianas sobre as enormes perdas que as forças russas têm sofrido no conflito.
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