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SARA BARRIAS CRIA BIOSSENSOR PARA DETEÇÃO PRECOCE DO CANCRO DA MAMA

O trabalho da investigadora Sara Barrias, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, conquistou o Prémio de Inovação da Liga Portuguesa Contra o Cancro. O projeto premiado consiste num biossensor inovador que, através de uma biópsia líquida (análise ao sangue), permite a deteção rápida de uma mutação genética ligada ao cancro da mama hereditário, abrindo portas a um diagnóstico menos invasivo e mais acessível.

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Uma investigação desenvolvida na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para a deteção precoce do cancro da mama hereditário conquistou o Prémio de Inovação da Liga Portuguesa Contra o Cancro. O trabalho, da autoria da investigadora Sara Barrias, propõe a criação de um biossensor inovador que poderá revolucionar o diagnóstico através de uma simples biópsia líquida.

A tecnologia, desenvolvida no Laboratório Genetics4U da UTAD, visa identificar, de forma “menos invasiva e mais acessível”, a mutação fundadora portuguesa no gene BRCA2, associada a um risco acrescido de cancro da mama. Para além do diagnóstico precoce, a ferramenta poderá ser usada para monitorizar a evolução da doença e a resposta aos tratamentos.

O prémio, no valor de 7.500 euros, foi atribuído esta quarta-feira, no Porto, durante o 7.º Encontro Nacional de Jovens Investigadores em Oncologia. Sara Barrias confessou sentir-se “reconhecida e privilegiada”, afirmando que o apoio financeiro será “fundamental para o avanço da investigação”, permitindo a aquisição de novos materiais.

Para a UTAD, esta distinção “confirma a relevância do trabalho científico” desenvolvido na instituição e reforça o seu “compromisso com a inovação e a transferência de conhecimento” em áreas de grande impacto para a sociedade, como a genética molecular e a medicina.


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