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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

TELEGRAM: GOVERNO DIZ QUE ‘NÃO ESTAMOS CONDENADOS À PIRATARIA’

O Ministério da Cultura considerou hoje que a decisão de bloquear “acesso a conteúdos de imprensa ilegalmente partilhados por um serviço de mensagens” prova que “não estamos condenados à pirataria”.

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O Ministério da Cultura considerou hoje que a decisão de bloquear “acesso a conteúdos de imprensa ilegalmente partilhados por um serviço de mensagens” prova que “não estamos condenados à pirataria”.

A IGAC “determinou no passado dia 2 de junho o bloqueio de acesso a conteúdos de imprensa ilegalmente partilhados por um serviço de mensagens instantâneas com larga projeção mundial”, recordou a tutela.

Segundo o comunicado hoje divulgado, “esta medida é o resultado de um trabalho desenvolvido pelos partidos representados na Assembleia da República em consulta com organizações da sociedade civil e que culminou, a 30 novembro do ano passado, na publicação da Lei n.º 82/2021, recentemente entrada em vigor”.

De acordo com o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, “o bloqueio determinado pela IGAC de conteúdos dos media disponibilizados ilegalmente no digital ‘é a prova de que não estamos condenados à institucionalização da pirataria'”.

O ministro disse ainda que estar-se perante “uma decisão de grande significado para a autonomia da comunicação social, e consequentemente para a liberdade de imprensa. Ao defender o jornalismo, esta é uma decisão que defende a democracia”, salientou.

“Foi aprovada uma lei, a IGAC fez o seu trabalho e obtivemos um resultado que constitui um virar de página, pondo termo a uma ameaça nova que parecia incontrolável”, disse o ministro indicando que “no que se refere à defesa da comunicação social e da profissão jornalística no nosso país, ‘há um antes e um depois desta decisão'”, de acordo com a mesma nota.

A Visapress, uma entidade sem fins lucrativos, de direito privado, que faz a gestão coletiva do direito de autor, anunciou esta quarta-feira que a rede social Telegram encerrou 11 canais que violavam direitos autorais, na sequência do pedido de bloqueio dos grupos e canais efetuado pela entidade à IGAC.

“Através do Telegram são, diariamente, reproduzidos e colocados à disposição do público ficheiros que contêm publicações periódicas, protegidas pelo direito de autor e conexos, o que resulta no enorme prejuízo para os autores das obras, e o fecho destes grupos e canais é apenas uma gota no oceano da partilha de conteúdos protegidos”, afirmou Carlos Eugénio, diretor executivo da Visapress, citado em comunicado, na quarta-feira.

Até terça-feira existiam grupos do Telegram “com mais de 60.000 pessoas, são 60.000 vezes que as obras são vistas sem que seja comprado o jornal ou uma revista, é um enorme prejuízo para o setor, e para a qualidade do conteúdo”, sublinha Carlos Eugénio.

A Visapress “congratula todos os envolvidos neste processo” e reitera o desafio lançado ao Governo, “para que este assuma um compromisso pela liberdade de imprensa através da criação de mecanismos que permitam a justa remuneração dos que criam, organizam e distribuem os jornais e revistas, apelando que um desses mecanismos é a Diretiva dos Direitos de Autor no Mercado Único Digital que deve ser transposta o mais brevemente possível”.

A Visapress apela “aos eleitos pelos portugueses para que deem o exemplo à restante população, não integrando grupos que violam os direitos de autor, como recentemente foi noticiado em Portugal, e ainda recentemente deputados à Assembleia de República foram identificados num grupo de pirataria do Telegram”.

De acordo com os últimos números, refere a Visapress, “os meios de comunicação social nacionais registaram perdas potenciais superiores a 3,5 milhões de euros/mês devido à partilha de jornais e revistas em redes sociais”.

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COIMBRA: CIENTISTAS ESTUDAM FORMAS SEGURAS DE RESGATE EM RISCO DE INCÊNDIOS

A “altamente complexa” missão de decidir quando e como retirar as pessoas em risco em caso de incêndio florestal, que “implica múltiplos fatores”, está a ser estudada por cientistas da Universidade de Coimbra (UC), foi hoje anunciado.

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A “altamente complexa” missão de decidir quando e como retirar as pessoas em risco em caso de incêndio florestal, que “implica múltiplos fatores”, está a ser estudada por cientistas da Universidade de Coimbra (UC), foi hoje anunciado.

O projeto “Evacuar Floresta — Decisões e Planos de Evacuação em Cenários de Incêndio Florestal”, em curso na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), conta com a colaboração da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) e do Centro de Inovação e Competências da Floresta (SERQ) e pretende “estudar novos planos de emergência para as comunidades, considerando os mais diversos cenários”.

Citada em nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa, Aldina Santiago, coordenadora do estudo e docente da FCTUC, explicou que o projeto tem como objetivo principal criar um sistema de apoio à tomada de decisão por parte das entidades competentes “para a proteção da comunidade em risco em caso de incêndio rural e ainda mitigar problemas no contexto de uma evacuação”.

“Para os incêndios urbanos já existem planos de evacuação desenvolvidos, mas o mesmo não acontece nos incêndios florestais”, enfatizou Aldina Santiago.

Atualmente, sustentou a investigadora da UC, aquilo que existe como suporte à tomada de decisão “é muito reduzido em termos técnicos e científicos e depende em muito da sensibilidade do comandante no teatro das operações”.

“Muitas das vezes, esta escolha é criticada, ou porque é feita de forma muito antecipada ou porque é feita de forma tardia”, argumentou Aldina Santiago.

Contando com cerca de 270 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o projeto visa “apoiar as entidades governamentais e locais na proteção das pessoas envolvidas, criando indicações específicas sobre a forma e mecanismos a utilizar para proteger e tornar mais resiliente cada uma das comunidades, face às suas particularidades e desenvolvimento do incêndio”.

A proteção das pessoas de uma determinada comunidade tem de ser pensada e discutida muito antes dos incêndios; as possíveis soluções têm de estar acauteladas através de planos de emergência e evacuação; a evacuação parcial ou, em casos extremos, total, é uma dessas soluções, mas não é a única”, defendeu Aldina Santiago.

A primeira fase do projeto — iniciada no verão de 2021 e se estende até 2023 – foca-se “na caracterização e estudo do que já existe, no que respeita a estratégias associadas à proteção das pessoas em cenário de incêndio rural”, não só em Portugal, mas também em Espanha, Itália, Grécia, Austrália e EUA (Califórnia).

A investigadora indicou que os cientistas observaram que “se antigamente a política era ‘ficar em casa e esperar’, atualmente começa a optar-se por evacuações preventivas”.

“Portugal começa também a seguir esta estratégia, ou seja, nos últimos anos, a estratégia de proteção tem vindo a alterar, em resultado do paradigma dos incêndios atuais (incêndios de grandes proporções e que facilmente se propagam à interface urbano-florestal”, acrescentou.

Por outro lado, a equipa de investigadores tem efetuado trabalho no terreno, junto de comunidades nos municípios da Lousã (Coimbra) e Sertã (Castelo Branco), escolhas que “não foram aleatórias, foram consideradas as suas especificidades”, disse.

Dando o exemplo do concelho da Lousã, Aldina Santiago revelou que foram escolhidas as localidades de Cerdeira e Cabanões, esta uma aldeia “isolada, de difícil acesso, com uma população reduzida (menos de 25 pessoas), envelhecida e com algumas limitações de mobilidade”.

A povoação, que dista sensivelmente um quilómetro (km) da Estrada Nacional 342 (via de ligação entre a Lousã e Góis, e de onde parte uma única rua que termina na aldeia), chegou a ser evacuada aquando dos incêndios de outubro de 2017.

Já Cerdeira, que faz parte da rede de Aldeias do Xisto e se localiza na Serra da Lousã, a cerca de 1,5 km da Estrada Nacional 236, de ligação a Castanheira de Pera e à sede do município, “é uma localidade com componente turística significativa, com uma população muito variável, tanto ao longo da semana, como ao longo do ano”.

“É difícil saber quantas e onde as pessoas estão nesta localidade e na sua envolvente; esta incerteza é sem dúvida um dos fatores que dificulta a proteção destas pessoas em caso de incêndio”, sublinhou Aldina Santiago.

Em paralelo, os cientistas estão a trabalhar em modelos “que permitem simular a propagação do incêndio e a evacuação das pessoas”, recorrendo a métodos numéricos avançados

“Esperamos vir brevemente a simular os incêndios ocorridos nas últimas semanas em Portugal. Cruzando resultados, conseguimos estudar o impacto de possíveis soluções, possíveis alternativas para proteção”, esclareceu Aldina Santiago.

A investigadora notou que os sistemas de modelação e simulação de evacuação “são ferramentas essenciais para planeamento e tomada de decisão”.

“Durante a evacuação e o incêndio, o comportamento das pessoas também é um fator determinante (…) sendo a educação da população para esta temática igualmente determinante para o sucesso deste processo”, frisou.

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MÁRIO FERREIRA ENTRA NA HISTÓRIA COMO PRIMEIRO PORTUGUÊS A IR AO ESPAÇO

A viagem suborbital, a bordo de uma nave da empresa norte-americana Blue Origin, durou 10 minutos a bordo. Os seis ocupantes, entre os quais, Mário Ferreira experimentaram a microgravidade.

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A viagem suborbital, a bordo de uma nave da empresa norte-americana Blue Origin, durou 10 minutos a bordo. Os seis ocupantes, entre os quais, Mário Ferreira experimentaram a microgravidade.

O empresário Mário Ferreira tornou-se esta quinta-feira o primeiro turista espacial português ao fazer uma viagem suborbital de 10 minutos a bordo de uma nave da empresa aeroespacial norte-americana Blue Origin. A cápsula New Shepard descolou do deserto do Texas, nos Estados Unidos, às 14:57 (hora em Lisboa) e aterrou perto do local de partida às 15:07. A aterragem da nave, reutilizável e totalmente autónoma, foi suavizada por três paraquedas.

Os seis ocupantes transpuseram a barreira que separa o limite da atmosfera terrestre e o espaço três minutos depois da descolagem e sentiram a microgravidade. Do interior da nave, gritaram efusivamente e exclamaram expressões como “inacreditável” e “estou a flutuar”. A descida iniciou-se um minuto depois. O propulsor aterrou no mesmo local da descolagem às 15:04 e a cápsula, que se separou do lançador na descida, tocou no solo às 15:07 nas imediações.

O voo, o sexto da Blue Origin com tripulantes, pôde ser acompanhado em direto na página da internet da empresa, dirigida pelo magnata Jeff Bezos. Ao lado de Mário Ferreira, presidente do grupo Pluris Investments, através do qual detém uma posição no capital da estação televisiva TVI e a empresa de cruzeiros Douro Azul, estiveram a engenheira egípcia Sara Sabry, a alpinista anglo-americana Vanessa O’Brien, o cofundador do canal desportivo do YouTube “Dude Perfect” Coby Cotton, o ex-executivo do setor das telecomunicações Steve Young e o especialista em tecnologia Clint Kelly III.

Tal como o empresário português, de 54 anos, a engenheira egípcia Sara Sabry inscreveu pela primeira vez o seu país na história do turismo espacial. Antes de ir ao espaço, a anglo-americana Vanessa O’Brien já detinha a proeza de ser a primeira mulher a alcançar a montanha mais alta, o Monte Everest, e o ponto mais profundo da superfície terrestre, na Fossa das Marianas.

Mário Ferreira tinha manifestado há vários anos o seu desejo de ir ao espaço e chegou mesmo a comprar bilhete para um voo numa empresa concorrente, a Virgin Galactic. Questionado pela Lusa na quarta-feira acerca do preço da viagem na Blue Origin, respondeu que “é confidencial, mas nada próximo das asneiras que se têm lido em alguns jornais”. Segundo a imprensa, o voo pode custar entre 200 mil e 300 mil dólares (195 mil a 293 mil euros).

O empresário disse à Lusa acreditar que “em breve” existirão resorts orbitais “para turismo e experiências científicas”, estando a equacionar investir na indústria aeroespacial. “Este é para mim o primeiro voo daquilo que eu acredito será o futuro das viagens ao espaço. As empresas que tenho conhecido, incluindo esta, têm programas em curso muito interessantes e que não são ficção científica”, considerou.

A nave da Blue Origin tem o nome do astronauta (Alan Shepard) que foi o primeiro norte-americano a chegar ao espaço, em 1961, e o quinto a pisar a superfície da Lua, em 1971.

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Mário Ferreira tornou-se o primeiro português a ir ao espaço.

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COIMBRA: ISEC VAI USAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA DETETAR FUGAS DE ÁGUA

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai utilizar algoritmos de inteligência artificial para localizar com precisão fugas nas redes de distribuição de água, foi esta segunda-feira anunciado.

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O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai utilizar algoritmos de inteligência artificial para localizar com precisão fugas nas redes de distribuição de água, foi esta segunda-feira anunciado.

Através da FLOW Water, uma plataforma de monitorização de sistemas de abastecimento de água, [a futura tecnologia] irá cruzar medições de pressão com o cadastro da rede, e utilizar algoritmos de inteligência artificial para identificar a localização das fugas”, explicou a instituição de ensino, em comunicado.

O projeto faz parte de uma parceria com a empresa tecnológica ENSO, de Coimbra, que criou a aplicação e está a desenvolver com os investigadores do ISEC nos seus laboratórios.

Vamos tornar esta aplicação mais eficiente, para que a deteção/localização de fugas seja mais eficaz e se possa intervir rapidamente”, salientou Joaquim Sousa, professor coordenador do ISEC da área de hidráulica e responsável pelo projeto.

O docente realçou que “ao colaborarmos para a resolução mais rápida das fugas de água, estamos a contribuir para uma melhor gestão dos recursos hídricos“.

Inicialmente, a FLOW Water apenas conseguia identificar a existência de fugas de água nas redes, que abastecem várias ruas, mas não a sua localização.

“O ISEC quer agora colmatar esta lacuna recorrendo ao cruzamento de competências de áreas como as engenharias civil, informática e eletrónica”, destacou Mário Velindro, presidente do ISEC.

O responsável salientou que a instituição está muito empenhada “em conhecer os projetos dos nossos parceiros para que, com recurso a equipas multidisciplinares da nossa escola, possamos desenvolver esses projetos em conjunto”.

Estamos a reforçar a nossa ligação a empresas competitivas no mercado, como a ENSO, com as quais queremos desenvolver novos produtos e novos serviços que sejam mais competitivos nos mercados nacional e internacional”, sublinhou.

No âmbito daquela cooperação, vai realizar-se no ISEC, em outubro, um congresso científico sobre a eficiência dos serviços de águas em Portugal, “para que empresas e municípios partilhem experiências e sejam apresentadas novas soluções e boas práticas de gestão dos recursos hídricos”.

A iniciativa vai servir também para debater questões relacionadas com perdas de água nos sistemas de abastecimento público, com afluências indevidas aos sistemas de saneamento e, também, com a eficiência energética dos dois tipos de sistemas.

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ESTUDANTES CRIAM ROBOT QUE ‘DETÉM’ CRIMINOSOS ATÉ A POLÍCIA CHEGAR

Um estudante do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) integra uma equipa internacional que está a trabalhar na criação de um robot não letal para travar a atuação do atirador em situações de tiroteios, foi hoje anunciado.

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Um estudante do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) integra uma equipa internacional que está a trabalhar na criação de um robot não letal para travar a atuação do atirador em situações de tiroteios, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a organização da European Innovation Academy (EIA), academia de empreendedorismo digital que decorre no Porto até sexta-feira, explica que a grande vantagem daquele robot será “ganhar tempo” até à chegada da polícia.

O estudante do IPCA Endryl Nery dos Santos desenvolve o projeto, em parceria com alunos da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos da América (EUA), entre outros, graças a uma bolsa da Fundação Santander que ganhou para participar na EIA Porto 2022.

“O nosso projeto pretende ajudar a resolver o problema dos tiroteios, um problema muito grave nos EUA, com tendência para aumentar. A resposta da polícia quando acontece este tipo de situação é, em média, de 18 minutos. Isso signi?ca que quando as autoridades chegam ao local o tiroteio já terminou”, explica Endryl Santos.

Por isso, e para ganhar tempo enquanto a polícia não chega ao local, a sua equipa está a trabalhar num robot não letal, com munições como gás pimenta, granadas de fumo e de luz, para travar o atirador.

“Esta ideia partiu de um engenheiro da UC Berkeley que faz parte da nossa equipa”, refere.

Nesta fase, existe já um protótipo do robot desenhado, estando também definidas as estratégias de mercado.

“Inicialmente, achei que era uma ideia que não existia no mercado e que seria difícil de implementar, porque, para começar, é necessário muito investimento. Só para fazer um robot calculamos que custará, em média, 65 mil dólares. Mas depois de fazermos umas pesquisas de mercado penso que temos a oportunidade de nos tornarmos uma empresa a sério. Em termos de modelo de negócio, pensamos oferecer anualmente um serviço pago à nossa empresa, que irá fazer a gestão do robot e da manutenção. Vamos funcionar como uma empresa de segurança privada”, diz ainda Endryl Santos.

A EIA Porto 2022 reúne cerca de 550 estudantes de todo o mundo, que estão a desenvolver os seus projetos de ‘startup’, criando protótipos e desenvolvendo todas as fases essenciais de criação de uma empresa.

Criada na Estónia, em 2011, a EIA está há cinco anos presente em Portugal.

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