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TERRA DE MIRANDA EXIGE 500 MIL EUROS PARA SALVAR LÍNGUA

O Movimento Cultural da Terra de Miranda exigiu hoje ao Governo a operacionalização urgente da Estrutura de Missão para a Língua Mirandesa e a atribuição de uma verba de 500 mil euros. O apelo surge após o Parlamento ter chumbado o financiamento no Orçamento para 2026. O movimento alerta que, sem investimento e vontade política, o mirandês, que tem apenas 1500 falantes regulares, corre o risco de extinção nas próximas décadas.

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O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) lançou um apelo urgente ao Governo para que coloque em funcionamento a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM). Segundo o movimento cívico, é imperativo nomear dirigentes e alocar verbas para evitar o desaparecimento do segundo idioma oficial de Portugal.

A criação desta estrutura foi aprovada em Conselho de Ministros em março de 2025, mas ainda não está operacional. José Maria Pires, membro do MCTM, considera incompreensível a inércia, agravada pela recente rejeição, no Orçamento do Estado para 2026, de uma proposta do partido Livre que previa uma dotação de 500 mil euros para a língua. A proposta foi chumbada com votos contra do PSD e a abstenção do PS.

“Responsabilizaremos quem não agir”

Apesar do chumbo parlamentar, o movimento exige que o Governo afete essa verba de meio milhão de euros à estrutura de missão. “O futuro da nossa língua não admite hesitações”, avisam os responsáveis, prometendo estar vigilantes.

O alerta surge num contexto preocupante: um estudo da Universidade de Vigo, de 2023, aponta para a possível extinção do mirandês por volta de 2050, identificando apenas 1500 falantes regulares. O MCTM defende que a nova estrutura é a “oportunidade única” para unir todos os cidadãos em defesa deste património secular.


Redação

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