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TRABALHO: MAIS DE METADE DAS CONVENÇÕES NIVELADAS PELO SALÁRIO MÍNIMO

As bases das tabelas salariais da contratação coletiva em Portugal registaram, em 2025, uma forte aproximação à retribuição mínima mensal de 870 euros. Segundo o relatório anual da DGERT, 43% das convenções publicadas fixaram o salário mínimo como ponto de partida, abrangendo 52,5% dos trabalhadores cobertos por novos instrumentos.

Este cenário reflete uma inversão face a 2024, ano em que a maioria das convenções ainda conseguia superar o patamar legal. Atualmente, mesmo quando as remunerações ultrapassam o mínimo, o acréscimo é frequentemente residual, sendo inferior a dez euros em cerca de um terço dos casos.

O relatório aponta ainda um abrandamento nas atualizações salariais, com uma variação média de 6,3%, abaixo dos 7,3% verificados no ano anterior. Apesar da compressão, o aumento real do poder de compra fixou-se em 3,7%, permitindo ganhos reais pelo segundo ano consecutivo. Contudo, setores como as telecomunicações, a educação e a administração pública registaram perdas reais.

O universo de trabalhadores abrangidos por convenções publicadas em 2025 recuou para cerca de 992 mil, acompanhado por uma descida na taxa de cobertura da contratação coletiva.


 

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