ECONOMIA & FINANÇAS
TRABALHO: MAIS DE METADE DAS CONVENÇÕES NIVELADAS PELO SALÁRIO MÍNIMO
O salário mínimo de 870 euros nivelou as tabelas salariais de 52,5% dos trabalhadores abrangidos por contratação coletiva em 2025. Segundo a DGERT, o peso das convenções que superam o mínimo legal recuou, verificando-se uma compressão salarial acentuada, apesar de um ganho real médio de 3,7% no poder de compra.
As bases das tabelas salariais da contratação coletiva em Portugal registaram, em 2025, uma forte aproximação à retribuição mínima mensal de 870 euros. Segundo o relatório anual da DGERT, 43% das convenções publicadas fixaram o salário mínimo como ponto de partida, abrangendo 52,5% dos trabalhadores cobertos por novos instrumentos.
Este cenário reflete uma inversão face a 2024, ano em que a maioria das convenções ainda conseguia superar o patamar legal. Atualmente, mesmo quando as remunerações ultrapassam o mínimo, o acréscimo é frequentemente residual, sendo inferior a dez euros em cerca de um terço dos casos.
O relatório aponta ainda um abrandamento nas atualizações salariais, com uma variação média de 6,3%, abaixo dos 7,3% verificados no ano anterior. Apesar da compressão, o aumento real do poder de compra fixou-se em 3,7%, permitindo ganhos reais pelo segundo ano consecutivo. Contudo, setores como as telecomunicações, a educação e a administração pública registaram perdas reais.
O universo de trabalhadores abrangidos por convenções publicadas em 2025 recuou para cerca de 992 mil, acompanhado por uma descida na taxa de cobertura da contratação coletiva.




