REGIÕES
GREVE GERAL PARALISOU OS DISTRITOS DE BRAGANÇA E VILA REAL
A primeira greve geral conjunta em mais de uma década está a ter um forte impacto no interior Norte. Nos distritos de Vila Real e Bragança, a paralisação desta quinta-feira, convocada pela CGTP e UGT contra a reforma laboral, fechou escolas, condicionou hospitais e afetou gravemente os transportes públicos.
A greve geral que hoje, 11 de dezembro, paralisa Portugal, registou uma forte adesão na região transmontana. Nos distritos de Vila Real e Bragança, o protesto convocado pelas confederações sindicais CGTP e UGT fez-se sentir desde as primeiras horas do dia, afetando significativamente a vida das populações.
Os transportes públicos regionais sofreram fortes perturbações, com circulação reduzida ou suspensa de autocarros. O cenário de paralisação estendeu-se às escolas públicas, muitas das quais encerraram portas, e ao setor da saúde, onde hospitais e centros de saúde funcionam apenas com serviços mínimos. Também nas repartições públicas o atendimento ao público está condicionado devido à falta de pessoal.
Em causa está o protesto contra o novo pacote de reformas laborais, que os sindicatos consideram prejudicial, apontando críticas à flexibilização dos contratos e aos processos de despedimento.
Apesar da forte mobilização no setor público, o comércio local e os serviços privados mantêm, em parte, a sua atividade normal. Esta jornada de luta marca a primeira greve geral em mais de uma década a nível nacional, evidenciando uma oposição robusta dos trabalhadores transmontanos às medidas propostas.




