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VIMIOSO PAGA MAIS 10 EUROS POR HORA PARA ATRAIR MÉDICOS AO CONCELHO
A Câmara de Vimioso e a Unidade Local de Saúde do Nordeste assinaram um protocolo que estabelece uma majoração salarial de 10 euros por hora para médicos. A medida visa reforçar o atendimento em consulta aberta e atrair profissionais de saúde para este concelho do distrito de Bragança.
A Câmara de Vimioso e a Unidade Local de Saúde do Nordeste assinaram um protocolo que estabelece uma majoração salarial de 10 euros por hora para médicos. A medida visa reforçar o atendimento em consulta aberta e atrair profissionais de saúde para este concelho do distrito de Bragança.
O novo protocolo celebrado entre o município de Vimioso e a Unidade Local de Saúde do Nordeste estabelece um incentivo financeiro adicional de 10 euros por hora aos médicos que assegurem o serviço de consulta aberta no centro de saúde local. Segundo a ULS do Nordeste, esta majoração acresce à remuneração base e incide especificamente no atendimento de doença aguda. O serviço em causa funciona sete dias por semana, com horários que se estendem até às 22:00, exigindo uma escala de médicos reforçada entre profissionais do quadro e prestadores de serviços.
O investimento da autarquia está limitado a um teto anual de 52 mil euros. Atualmente, o concelho de Vimioso dispõe apenas de três médicos de medicina geral e familiar para uma população estimada em cinco mil habitantes, um rácio que o executivo municipal considera insuficiente.
Além do reforço pecuniário, o regulamento de incentivos, já em vigor após publicação em Diário da República, contempla benefícios como a disponibilização de viatura municipal para o exercício de funções, habitação gratuita ou subsídio de arrendamento e o pagamento de despesas de consumo doméstico. Estão ainda previstos apoios para mobiliário e livre acesso a equipamentos municipais como piscinas e termas.
O presidente da ULS do Nordeste, Miguel Abrunhosa, realçou que os municípios são parceiros estratégicos na missão da instituição. Por sua vez, o autarca António Santos reconheceu a complexidade de fixar clínicos no interior, mantendo o otimismo na eficácia destas medidas.




