NACIONAL
PREÇOS DAS CASAS DISPARAM 19% E ATINGEM NOVO RECORDE HISTÓRICO
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao segundo trimestre de 2025 revelam uma aceleração brutal nos preços da habitação em Portugal. O valor mediano atingiu os 2.065 euros por metro quadrado, o mais alto de sempre, representando uma subida homóloga de 19%. A escalada de preços foi sentida em 19 dos 24 municípios mais populosos, com Lisboa, Cascais e Oeiras a liderarem os valores mais caros. O investimento estrangeiro continua a ter um forte impacto, sobretudo na capital.
Os preços das casas em Portugal atingiram um novo máximo histórico no segundo trimestre de 2025, fixando-se num valor mediano de 2.065 euros por metro quadrado (m²). Este valor representa uma subida homóloga de 19%, a maior aceleração registada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nos últimos anos, indicando uma pressão crescente no mercado imobiliário.
A escalada de preços foi generalizada, sentindo-se em 19 dos 24 municípios mais populosos do país. O INE destaca as acelerações em Vila Nova de Gaia, Coimbra e Amadora. No topo da tabela dos preços mais elevados continuam os municípios da Grande Lisboa: Lisboa (4.865 €/m²), Cascais (4.346 €/m²) e Oeiras (4.161 €/m²). Seguem-se Porto (3.309 €/m²), Odivelas (3.219 €/m²) e Almada (3.101 €/m²).
O investimento estrangeiro continua a desempenhar um papel significativo na subida dos preços, especialmente nas áreas metropolitanas. Na Grande Lisboa, o valor mediano das casas compradas por estrangeiros (61,9% mais caro) superou largamente o das transações feitas por residentes. Na Área Metropolitana do Porto, essa diferença foi de 29%. A nível nacional, os estrangeiros pagaram, em média, 2.750 €/m², contra 2.042 €/m² pagos por compradores nacionais.
Apesar da subida acentuada dos preços, o número de transações também aumentou. No segundo trimestre, foram vendidas mais de 41 mil casas, um crescimento de 15,6% face ao mesmo período do ano anterior.
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