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ECONOMIA & FINANÇAS

MIRANDA SARMENTO ANTEVÊ QUEDA NOS COMBUSTÍVEIS E NOVOS CORTES NO IRS

O Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que o preço dos combustíveis em Portugal deverá regressar aos níveis pré-conflito de forma gradual, após o restabelecimento da paz no Irão. Em declarações na Grande Conferência do DN, o governante reiterou ainda a intenção de proceder a uma nova descida do IRS em 2027, vinculando este alívio fiscal ao crescimento económico e à robustez das contas públicas.

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O Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que o preço dos combustíveis em Portugal deverá regressar aos níveis pré-conflito de forma gradual, após o restabelecimento da paz no Irão. Em declarações na Grande Conferência do DN, o governante reiterou ainda a intenção de proceder a uma nova descida do IRS em 2027, vinculando este alívio fiscal ao crescimento económico e à robustez das contas públicas.


Joaquim Miranda Sarmento aproveitou a sua intervenção na Grande Conferência Anual do Diário de Notícias para transmitir uma mensagem de confiança. O ministro sublinhou que os indicadores de receita fiscal, nomeadamente o IVA e as contribuições para a Segurança Social, indicam que a economia portuguesa está a crescer “bastante mais” do que os modelos estatísticos sugerem. Perante o novo quadro diplomático internacional, Sarmento admitiu que o preço da gasolina e do gasóleo poderá baixar nos próximos meses, embora ressalvando que a normalização total “vai demorar o seu tempo”.

Sobre a política fiscal, o Ministro de Estado e das Finanças assegurou que o Governo mantém o compromisso de reduzir a carga sobre o rendimento das famílias. A descida do IRS em 2027 está confirmada no horizonte legislativo, dependendo apenas da manutenção da trajetória de equilíbrio orçamental. Sarmento desvalorizou a divergência com o Banco de Portugal quanto à previsão de défice, afirmando que uma diferença de 0,2% está “dentro de uma margem de erro perfeitamente normal” e não compromete a sustentabilidade das contas nacionais.

O governante lembrou ainda que o Parlamento já aprovou reduções no IRC até 2028, visando tornar Portugal mais competitivo para o investimento estrangeiro. O ministro concluiu reiterando que, apesar do choque petrolífero, a economia nacional está a resistir melhor do que o esperado, sustentada por um mercado de trabalho dinâmico e por uma execução rigorosa do Orçamento do Estado.


Redação

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