A 15 de setembro de 1835, a expedição britânica do navio HMS Beagle alcançou o arquipélago das Galápagos, no Oceano Pacífico. A bordo encontrava-se o naturalista Charles Darwin, cujas observações da biodiversidade e recolha de espécimes nas semanas seguintes forneceram a base empírica para a formulação da teoria da seleção natural.
O arquipélago vulcânico das Ilhas Galápagos, situado no Oceano Pacífico ao largo da costa do Equador, recebeu a visita do navio cartográfico britânico HMS Beagle a 15 de setembro de 1835. A bordo encontrava-se Charles Darwin, um jovem naturalista com 26 anos de idade, cuja missão consistia em estudar a geologia e a história natural das regiões costeiras durante a circum-navegação global do navio.
Embora a escala estivesse planeada para trabalhos cartográficos e reabastecimento logístico ao longo de 5 semanas, o período revelou-se determinante. Darwin explorou 4 das principais ilhas, onde recolheu amostras botânicas, geológicas e zoológicas. O naturalista documentou variações morfológicas subtis entre as populações animais de cada ilha, com destaque para a configuração das carapaças das tartarugas gigantes e a diversidade de bicos dos tentilhões.
As observações realizadas no arquipélago constituíram a base empírica para o desenvolvimento dos seus estudos biológicos posteriores. Ao verificar a adaptação destas espécies aos microclimas de cada ilha, Darwin reuniu os elementos fundamentais para publicar, em 1859, a teoria da evolução por seleção natural, marco decisivo na história da ciência moderna.


