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AROUCA: MULHER DE 56 ANOS DETIDA POR SUSPEITA DE ATEAR FOGO

Uma mulher de 56 anos, alegadamente alcoolizada, foi detida pela PJ em Arouca por suspeita de ter ateado um novo incêndio florestal com chama direta.

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Uma mulher de 56 anos foi detida pela Polícia Judiciária (PJ) por fortes suspeitas da prática do crime de incêndio florestal no concelho de Arouca. A detida, alegadamente alcoolizada no momento dos factos, terá provocado o fogo com recurso a chama direta.

Segundo comunicado da PJ, a rápida intervenção de meios aéreos foi crucial para dominar o incêndio, que colocou em perigo uma vasta mancha florestal e diversas edificações, incluindo residências e unidades industriais na zona. A detenção ocorre num momento de grande alarme social, enquanto o concelho de Arouca é fustigado há vários dias por um outro incêndio de grandes dimensões.

A suspeita, residente na área e sem antecedentes criminais, será presente a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

Este novo foco de incêndio surge enquanto a região luta contra as chamas que lavram desde a passada segunda-feira. O grande incêndio de Arouca já alastrou para os concelhos vizinhos de Castelo de Paiva e Cinfães (distrito de Viseu), deixando um rasto de destruição. Entre os danos mais significativos está parte dos célebres Passadiços do Paiva, uma infraestrutura turística vital para a economia local. Foram também reportados estragos em anexos agrícolas e, pelo menos, numa habitação secundária.

A dimensão do combate a este incêndio é expressiva. De acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 10h00 de hoje, estavam no terreno 598 operacionais, apoiados por 218 viaturas e três meios aéreos, numa contínua e exigente batalha contra o fogo.

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