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BRAGANÇA: ISABEL RIBEIRO CRITICA GESTÃO DE “AJUDAS DE CUSTO”
A deputada municipal Isabel Ribeiro criticou a postura da presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, relativa ao recebimento indevido de ajudas de custo. Apesar da devolução dos montantes, a eleita do PSD lamenta a falta de esclarecimentos e a responsabilização dos serviços administrativos.
A deputada municipal Isabel Ribeiro criticou a postura da presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, relativa ao recebimento indevido de ajudas de custo. Apesar da devolução dos montantes, a eleita do PSD lamenta a falta de esclarecimentos e a responsabilização dos serviços administrativos.
A deputada municipal Isabel Ribeiro tomou posição pública sobre a polémica envolvendo o recebimento de ajudas de custo por parte da presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira. A eleita social-democrata sublinhou que, embora os montantes tenham sido devolvidos após alertas da comunicação social e da oposição, o processo foi marcado por uma gestão de informação deficitária.
O Grupo Municipal do PSD havia já atuado sobre a matéria na sessão ordinária de 30 de abril de 2026, após ter tido acesso a documentação comprovativa das irregularidades.
Na mais recente Assembleia Municipal, realizada a 29 de junho de 2026, a presidente da autarquia terá optado por não esclarecer se o executivo já tinha procedido à devolução total das verbas, remetendo a responsabilidade do processamento administrativo para os serviços da câmara.
“Não posso deixar de lamentar esta postura, que revela uma evidente falta de humildade e solidariedade institucional. Com efeito, importa recordar que os formulários de solicitação e autorização das ajudas de custo foram assinados pelos próprios beneficiários, ou seja, pelos membros do executivo da Câmara Municipal de Bragança. Além disso, ainda que se admita a inexistência de intenção dolosa, a Senhora Presidente não deixa de assumir a responsabilidade política pelos atos praticados no âmbito do executivo que lidera, tornando difícil sustentar que a responsabilidade recaia exclusivamente sobre os serviços administrativos.” esclareceu Isabel Ribeiro à Rádio Regional.
Para a deputada, a gravidade da situação reside na estratégia de comunicação adotada pela equipa camarária, que envolve a negação de esclarecimentos e referências a alegadas perseguições ou “terrorismo político”. Ribeiro defende que a presidente deve assumir a responsabilidade política pelos atos praticados no âmbito do executivo que lidera, independentemente da existência de dolo, sob pena de gerar uma perceção pública de incoerência que prejudica a transparência da instituição.




