INTERNACIONAL
BRUXELAS PROPÕE TELETRABALHO E CORTE NO CONSUMO FACE À CRISE ENERGÉTICA
A Comissão Europeia quer impor o teletrabalho e reduzir o uso de aviões e carros para conter o consumo de energia na UE. Perante a escalada de preços causada pelo conflito no Médio Oriente, Bruxelas propõe também limites na temperatura das caldeiras e a proibição temporária de cortes de luz a famílias carenciadas.
A Comissão Europeia apresenta esta quarta-feira um conjunto de medidas imediatas para responder à crise energética agravada pelo conflito no Médio Oriente. De acordo com o rascunho do documento, Bruxelas propõe aos Estados-membros a implementação de pelo menos um dia obrigatório de teletrabalho por semana e o encerramento de edifícios públicos sempre que possível.
No setor dos transportes, o executivo comunitário apela à redução de viagens aéreas e à substituição do carro particular pelo transporte público, bicicletas partilhadas e veículos elétricos. As recomendações incluem ainda o ajuste da temperatura em edifícios estatais e a regulação das caldeiras domésticas abaixo dos 50 graus.
Para proteger os consumidores mais vulneráveis, a Comissão sugere a atribuição de vales de energia, reduções fiscais direcionadas e a proibição temporária de cortes de luz. Ursula von der Leyen reforça que a energia mais barata é a que não se consome, defendendo uma flexibilidade acrescida nos auxílios estatais para setores expostos e uma aposta acelerada nas renováveis para reduzir a dependência externa.




