NACIONAL
CANDIDATURAS AO ENSINO SUPERIOR NO NÍVEL MAIS BAIXO DESDE 2018
Menos 9 mil alunos que no ano passado candidataram-se na 1.ª fase do concurso nacional. Regresso de regras mais exigentes e dificuldades económicas das famílias são apontados como possíveis causas.
O número de candidatos à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior sofreu este ano uma quebra acentuada, com apenas 49.595 alunos a submeterem a sua candidatura, o valor mais baixo dos últimos sete anos. O prazo terminou esta segunda-feira.
Segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), a quebra é de 9.046 candidatos em relação ao ano passado. Este número representa um regresso aos níveis de 2018, quando se registaram 49.362 candidaturas, e contrasta fortemente com os anos da pandemia e pós-pandemia (2020 a 2022), em que o número de candidatos rondou sempre os 60 mil.
As Possíveis Causas da Diminuição
Vários fatores podem explicar esta diminuição. Por um lado, nos últimos anos têm sido repostas, de forma gradual, as regras de acesso mais exigentes que foram aliviadas durante a pandemia de covid-19, como a obrigatoriedade de realizar vários exames nacionais.
Por outro lado, as associações de estudantes têm alertado para as crescentes dificuldades económicas sentidas pelas famílias para suportar os custos de um estudante deslocado, nomeadamente a falta de alojamento a preços acessíveis, o que pode estar a afastar muitos jovens do ensino superior.
O Paradoxo: Mais Vagas do que Candidatos
Esta quebra no número de candidatos ocorre num ano em que a oferta de vagas é bastante elevada. Só no concurso geral para o ensino público, existem mais de 55 mil lugares disponíveis. A este número somam-se as vagas de concursos locais, regimes especiais (como maiores de 23 anos) e ainda as cerca de 25 mil vagas no ensino privado, o que evidencia um desfasamento cada vez maior entre a oferta e a procura na 1.ª fase.
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