O setor dos frutos secos em Portugal registou um novo recorde de exportações, superando os 156 milhões de euros em 2025, um aumento homólogo de 20%. Segundo dados da Portugal Nuts, o volume exportado subiu 12%, fixando-se nas 41,80 mil toneladas. A amêndoa continua a ser o principal motor, representando 75% das vendas externas, com um encaixe de 115,45 milhões de euros. Espanha mantém-se como o maior mercado de destino.
Portugal ocupa atualmente a posição de segundo maior produtor europeu de amêndoa e o quinto a nível mundial, existindo a expectativa de subir ao quarto posto ainda este ano. A valorização do produto é visível na exportação de miolo, que ultrapassou a amêndoa com casca, representando 65% do valor total. Tiago Costa, presidente da associação, antecipa uma recuperação dos preços, atualmente entre 5 e 5,5 euros por quilo, devido a quebras de produção nos Estados Unidos e na Austrália.
Relativamente às nozes, as exportações atingiram 3,3 milhões de euros, com Itália como principal comprador. Portugal detém a maior unidade de processamento de nozes da Europa, em Évora. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios estruturais, nomeadamente a subida dos custos de produção.
O aumento do salário mínimo, a inflação e o custo dos combustíveis e fertilizantes, agravados pela instabilidade no Médio Oriente, pressionam as margens dos produtores nacionais num contexto de elevada concorrência internacional.


