DESPORTO
FC PORTO X MOREIRENSE FC: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS
O FC Porto confiante, mais móvel e eficaz desde a alteração tática motivada pela ida de Taremi à Taça das Nações Asiática goleou um Moreirense que cometeu muitos erros e que se exibiu longe do que já demonstrou esta época.
O FC Porto confiante, mais móvel e eficaz desde a alteração tática motivada pela ida de Taremi à Taça das Nações Asiática goleou um Moreirense que cometeu muitos erros e que se exibiu longe do que já demonstrou esta época.
Sérgio Conceição só trocou o castigado Nico González por Stephen Eustáquio, entrou rápido e marcou por Wendell na sequência de um excelente cruzamento de Francisco Conceição. A partir daí o ritmo e intensidade baixou e praticamente não existiram oportunidades para marcar. Os guarda-redes foram meros espetadores. Só na segunda parte depois da troca de Eustáquio por Ivan Jaime, em que o treinador transmitiu à equipa que era preciso jogar mais para a frente, a equipa imprimiu velocidade e aproveitou com eficácia os vários erros que o Moreirense cometeu e construiu o resultado.
O Moreirense era uma equipa formatada para jogar com a sua referência ofensiva, André Luís que era muito solicitado, segurava a bola, esperava o apoio de Alanzinho e Franco, solicitava os alas e marcava golos, terá de se reformular com a sua saída. Na primeira parte no Dragão até construiu algumas jogadas em transição, mas não tiveram sequencia quando se aproximaram de baliza de Diogo Costa, por má definição no último passe ou no remate. Neste jogo a opção de jogar com Alanzinho e Aparicio soltos na frente não resultou. O influente Gonçalo Franco também passou ao lado do jogo. A equipa de Moreira de Cónegos até teve um bom remate de Kodisang no início da segunda parte que saiu ligeiramente ao lado, mas depois cometeu erros defensivos sucessivos e foi inexistente ofensivamente. Rui Borges ainda tentou refrescar todos os setores, mas a equipa perdeu posicionamento na sua organização defensiva e sofreu mais 3 golos.
O Porto com a alteração tática imposta pela ida de Taremi à Taça das Nações Asiática, fica uma equipa mais móvel e imprevisível o que torna as marcações contrárias mais difíceis. Francisco Conceição no 1×1, as movimentações de Pepê e Evanilson e a profundidade de Galeno tornam a equipa mais perigosa e neste jogo foi muito eficaz. O iraniano não deixou de ser um excelente jogador, muito influente na ligação e pressão que o Porto fazia, mas nesta época nunca esteve ao seu nível. O Porto está melhor com este formato tático e neste jogo foi muito eficaz.
Wendell com 2 golos e um excelente jogo foi o melhor. Francisco Conceição, Varela, Pepe e João Mário, estiveram num patamar ligeiramente acima dos colegas numa exibição coletiva e individual bem conseguida.
No Moreirense só Kodisang tentou importunar a defensiva portista. Coletivamente a equipa esteve longe do desempenho habitual e Kevin que tem feito uma época espetacular esteve inseguro e cometeu vários erros que resultaram em golo.
O árbitro Luís Godinho teve a sua noite mais tranquila no Estádio do Dragão.
José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.




