DESPORTO
GD CHAVES X SPORTING CP: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS
Sporting termina a 1ª volta isolado e o Desp. Chaves em último. A diferença na classificação foi refletida no resultado e na qualidade de jogo entre as duas equipas. A partida ficou decidida no início da 2ª parte, porque Hugo Souza, com excelentes defesas, impediu que a equipa leonina, ainda na primeira marcasse, nas várias oportunidades que criou.
Sporting termina a 1ª volta isolado e o Desp. Chaves em último. A diferença na classificação foi refletida no resultado e na qualidade de jogo entre as duas equipas. A partida ficou decidida no início da 2ª parte, porque Hugo Souza, com excelentes defesas, impediu que a equipa leonina, ainda na primeira marcasse, nas várias oportunidades que criou.
Muito confiante a equipa lisboeta não deu hipóteses aos valentes transmontanos, dominando e controlando o jogo desde o início até ao fim, mesmo quando baixou a sua intensidade e agressividade defensiva depois do terceiro golo. A dinâmica da equipa fez com que praticamente toda a 1ª parte se posicionasse em 1x3x3x4 com Paulinho e Gyokeres no corredor central e Trincão e Nuno Santos como extremos. Pedro Gonçalves a jogar ao lado de Hjulmand mas quase sempre a aparecer próximo dos avançados, deu criatividade, mobilidade e a possibilidade de pressionar alto e impedir o Chaves de ultrapassar o meio-campo.
O Desp. Chaves com a aquisição do experiente Vasco Fernandes era previsível atuar com sistema de 3 centrais, até porque Paulinho jogou sempre no corredor central ao lado de Gyokeres, mas Moreno teve a tentação de se manter fiel à linha de 4 defesas. Essa opção que se revelou arriscada e sem sucesso, só não foi mais penalizadora porque o Sporting, apesar da facilidade com que foi criando oportunidades, não conseguiu ser eficaz apesar do mérito do guarda-redes e de Steven Vitória que com o corpo fez duas “defesas” em remates que provavelmente resultariam em golo. Também faltou ao Chaves nas saídas em contra-ataque, ter capacidade para ligar bem o jogo ofensivo e ser capaz de ultrapassar a pressão e organização defensiva do Sporting. Adán não fez uma defesa.
A equipa flaviense tem uma tarefa difícil para garantir a manutenção. O reforço do plantel com Vasco Fernandes e Raphael Guzzo, dois regressos de jogadores muito identificados com o clube, a região e o campeonato português, podem ser importantes, numa equipa que precisa de melhorar a sua organização coletiva em todos os setores em especial no processo defensivo.
Os melhores no Chaves foram Hugo Souza, Bruno Rodrigues, Sandro Cruz e Ruben Ribeiro.
No Sporting Nuno Santos foi o melhor, bem acompanhado por Pedro Gonçalves, Trincão e Gonçalo Inácio. A novidade é não considerar Gyokeres um dos melhores apesar da sua importância nomeadamente na forma como abre espaços para os seus colegas e atrai sempre 2 jogadores para a sua marcação e cobertura
O árbitro Luís Godinho cometeu alguns erros sem influência no resultado. Surpreendente a demora na validação do 1º golo. Eventualmente existe um penalti antes de Paulinho marcar por mão de Vasco Fernandes e nessas faltas não existe a lei da vantagem. Terá sido essa a dúvida que fez demorar tanto a decisão de validar um golo legal?
José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.




