A Guarda Nacional Republicana deteve 134 pessoas por crime de incêndio desde o início do ano. A maioria das detenções relaciona-se com comportamentos negligentes no uso do fogo, numa altura em que o país enfrenta um agravamento do perigo de incêndio rural e temperaturas elevadas em todo o território.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, desde o início de 2026, um total de 134 indivíduos pelo crime de incêndio florestal. Segundo um comunicado oficial emitido pela corporação, a vasta maioria destas detenções decorre de comportamentos negligentes e do uso desadequado do fogo em zonas rurais. Perante o agravamento acentuado do perigo de incêndio, o patrulhamento foi reforçado em todo o território nacional, com o dispositivo em estado de prontidão permanente.
Nesta fase crítica, as autoridades estão a monitorizar de perto o cumprimento rigoroso das normas de segurança. Quase todo o território continental português encontra-se sob risco elevado, muito elevado ou máximo de incêndio, o que exige uma vigilância apertada por parte da guarda. É recordado aos cidadãos que, sob estas condições atmosféricas, é expressamente proibido realizar queimas de sobrantes, fazer fogueiras ou fumar em espaços florestais.
Para além da fiscalização direta, a GNR tem apostado na prevenção e sensibilização das populações locais. Desde o começo do ano, foram realizadas 4.680 ações de esclarecimento e sinalizadas mais de 8.500 situações de risco, permitindo aos proprietários de terrenos mitigar perigos antes dos meses de maior calor. A atuação policial visa garantir uma resposta robusta na proteção das populações e do património florestal do país.

