NACIONAL
MANIFESTAÇÃO: 15 CIDADES VÃO SAIR À RUA CONTRA OS INCÊNDIOS
A “Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro” convocou manifestações para este sábado em 15 localidades de norte a sul do país, incluindo Lisboa, Porto e zonas muito afetadas pelos incêndios como Arganil e Pedrógão Grande. O movimento acusa o Estado de “demissão” na gestão da floresta e exige a “deseucaliptização” do país e uma aposta séria na descarbonização.
Quinze concelhos de norte a sul do país, incluindo o Porto, serão palco de protestos este sábado, numa ação nacional contra os incêndios florestais e o “abandono do interior”. A iniciativa, convocada pela “Rede Emergência Florestal/Floresta do Futuro”, acusa o poder público de “reiterada demissão” na gestão da floresta e do território, após mais um verão catastrófico.
O protesto organiza-se em torno de três eixos principais: a deseucaliptização do país, criticando a expansão de uma espécie “pirófita e invasora”; a descarbonização como “única maneira de travar a subida vertiginosa das temperaturas”; e a democratização das soluções, rejeitando as “opções industriais” que, segundo a rede, foram impostas ao mundo rural.
A contestação surge no final de um verão trágico. “Este ano ardeu mais de 3% do território nacional”, recorda a organização. Dados oficiais indicam que, até 31 de agosto, 2025 já era o terceiro pior ano de sempre em área ardida, com mais de 254 mil hectares consumidos pelas chamas.
Para Margarida Marques, porta-voz do movimento em Arganil – concelho onde deflagrou o maior incêndio de sempre em Portugal –, o protesto traz a “inultrapassável realidade dos nossos tempos: transformar a paisagem, planear a reocupação dos territórios abandonados e travar o aumento da temperatura”. Os protestos decorrem no sábado em cidades como Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Aveiro, Leiria e Viseu, e em concelhos martirizados pelos fogos.
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