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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

O FACEBOOK É A REDE SOCIAL DOMINANTE ENTRE OS PORTUGUESES – ESTUDO

O Facebook é “a rede com maior notoriedade” e contas em Portugal, mas o Instagram, Whatsapp e TikTok estão “a crescer em notoriedade e utilização”, conclui um estudo da Marktest divulgado esta terça-feira.

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O Facebook é “a rede com maior notoriedade” e contas em Portugal, mas o Instagram, Whatsapp e TikTok estão “a crescer em notoriedade e utilização”, conclui um estudo da Marktest divulgado esta terça-feira.

Intitulado “Os Portugueses e as Redes Sociais 2021”, o estudo — realizado com base em 800 respostas a um questionário de autopreenchimento ‘online’, entre 1 e 14 de julho de 2021 — refere que “o Facebook continua a ser a rede social com maior notoriedade espontânea e com mais utilizadores em Portugal”, mas salienta que “há outras redes sociais que estão a ganhar terreno entre os portugueses, tanto na sua utilização, como na notoriedade espontânea em relação às respetivas marcas”.

Entre estas, identifica o Instagram, o Whatsapp e o TikTok como “exemplos de redes em clara ascensão em Portugal”, enquanto o Twitch e o Telegram foram “as redes que mais cresceram em penetração no último ano”.

O estudo produzido pela Marktest identifica o Facebook como a rede social com mais referências espontâneas por parte dos inquiridos, com um registo de 98,5% de respostas quando se questiona sobre as redes sociais que os portugueses conhecem.

Esta valor representa “uma ligeira quebra” face aos 99,6% de notoriedade verificados em 2020, encurtando a distância em relação à segunda rede mais citada – o Instagram – que mantém a sua notoriedade em crescimento, para 89,6% de referências espontâneas (ou seja, sem sugestão de respostas).

Há cinco anos, nota a Marktest, a notoriedade do Instagram em Portugal situava-se nos 54,9%.

Já o Twitter mantém a terceira posição no índice de notoriedade espontânea, com 5,5%, e o TikTok — que foi analisado pela primeira vez em 2020 por este estudo da Marktest — sobe agora para o quarto lugar, com 32,2% de referências, “confirmando assim a clara tendência de crescimento que vem apresentando” em Portugal.

O WhatsApp ocupa a quinta posição das redes sociais mais referidas de forma espontânea, com 27,5%.

No que respeita ao uso destas plataformas, o estudo conclui que “os portugueses têm, em média, contas criadas em seis redes sociais”, ou seja, “mais do dobro da média que se verificava em 2011”, quando a Marktest começou a produzir este estudo.

“Um registo que confirma o crescimento exponencial do hábito de uso de redes sociais e que ganha ainda maior volume entre os mais jovens, onde sobe para nove a média de redes onde têm perfis”.

A análise da Marktest conclui que “também neste critério o Facebook domina em Portugal”, com 93,4% dos utilizadores de redes sociais a afirmarem ter perfil criado nesta rede, o que traduz um crescimento de 1,2 pontos percentuais face a 2020.

Seguem-se o WhatsApp, com 82,6% dos utilizadores (mais 2,6 pontos percentuais) e o Instagram, que se mantém como a terceira rede mais utilizada, com 76,1% (mais 2,8 pontos percentuais).

Esta edição do estudo destaca ainda o Twitch e Telegram como “as redes sociais cuja penetração em Portugal mais cresceu durante o último ano”: O Twitch duplicou os valores do ano anterior, para os 10,1%, enquanto o Telegram quase duplicou de penetração e atingiu os 21,9%, entrando para o top 10.

O estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” é realizado pela Marktest desde 2011, com o objetivo de “conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais e entender a relação que estabelecem com as marcas presentes nestes sites e ‘apps’”.

A informação foi recolhida através de entrevistas ‘online’, sendo a amostra constituída por 800 entrevistas a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal continental e utilizadores de redes sociais.

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ASTRÓNOMOS DESCOBREM PLANETA EXTRASSOLAR ‘PARECIDO’ COM MARTE E MERCÚRIO

Astrónomos descobriram um planeta fora do Sistema Solar que orbita a sua estrela em apenas oito horas, tem quase o tamanho de Marte e metade da massa da Terra e possivelmente o interior semelhante a Mercúrio, foi hoje divulgado.

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Astrónomos descobriram um planeta fora do Sistema Solar que orbita a sua estrela em apenas oito horas, tem quase o tamanho de Marte e metade da massa da Terra e possivelmente o interior semelhante a Mercúrio, foi hoje divulgado.

O planeta em causa tem a designação de GJ 367b, orbita uma anã vermelha que está a 31 anos-luz do Sol e é considerado um dos planetas mais leves, indica em comunicado o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, que participou na investigação feita a partir de observações com o “caçador” de planetas extrassolares TESS, um telescópio espacial operado pela agência norte-americana NASA.

Segundo a equipa de astrónomos, trata-se de um planeta rochoso que “provavelmente contém um núcleo sólido de ferro e níquel, semelhante ao interior de Mercúrio”, o planeta mais próximo do Sol e mais pequeno do Sistema Solar.

Devido à “extrema proximidade” com a sua estrela, o planeta receberá dela 500 vezes mais radiação do que a Terra recebe do Sol.

A temperatura à superfície no ‘GJ 367b’ pode chegar aos 1.500ºC, levando à evaporação de qualquer atmosfera substancial e ao desaparecimento de possíveis sinais de vida tal como se conhece.

Contudo, de acordo com os astrónomos, apesar de ‘GJ 367b’ não estar na chamada “zona habitável” da estrela, em condições de ter água líquida à sua superfície, orbita uma anã vermelha, um tipo de estrela que normalmente “hospeda” vários planetas.

Neste contexto, para a equipa que conduziu a investigação, o ‘GJ 367b’ pode eventualmente ter planetas “parceiros habitáveis”, isto é, com condições para ter água líquida à superfície (a água em estado líquido é fundamental para a vida tal como se conhece).

“Para esta classe de estrela, a zona habitável seria algo entre uma órbita de duas a três semanas”, refere, citado no comunicado, George Ricker, investigador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na liderança científica do telescópio TESS.

Graças ao espectrógrafo HARPS, instalado num dos telescópios do Observatório Europeu do Sul de La Silla, no Chile, os astrónomos conseguiram determinar que o exoplaneta ‘GJ 367b’ é um dos planetas mais leves.

Os resultados do trabalho, coordenado por cientistas do Instituto de Investigação Planetária do Centro Aeroespacial Alemão, foram publicados na revista científica Science.

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TRÁFEGO DE INTERNET EM BANDA LARGA FIXA SOBE 24,7% NO 3.º TRIMESTRE

O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 24,7% no terceiro trimestre, relativamente a igual período de 2020, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

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O tráfego total de Internet em banda larga fixa aumentou 24,7% no terceiro trimestre, relativamente a igual período de 2020, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

De acordo com o regulador, “o tráfego médio mensal por acesso foi de 231 GB, mais 19,8% do que no terceiro trimestre de 2020, trimestre em que já se fizeram sentir os efeitos da covid-19”.

O efeito global da pandemia no tráfego médio por acesso, durante os seis trimestres, foi, em média, de mais 36,1%.

“No trimestre em análise, estima-se que a pandemia tenha tido um efeito inferior à média (+24%).

No final de setembro, a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa foi de 88,9% por 100 famílias clássicas, mais cinco pontos percentuais do que no terceiro trimestre do ano passado.

“O crescimento verificado resultou, não apenas do crescimento do número de acessos, mas também do efeito estatístico resultante da diminuição do número de famílias (-1,9%)”, adianta a Anacom.

Face ao trimestre de 2020, “o número de acessos de banda larga fixa aumentou em 162 mil acessos (+3,9%), tendo atingido 4,3 milhões”.

A fibra ótica (FTTH) foi a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, atingindo 58,8% do total de acessos, mais cinco pontos percentuais do que no terceiro trimestre de 2020.

“A FTTH foi também a tecnologia responsável pelo crescimento do número de acessos”, refere a Anacom.

Nos últimos 12 meses, o número de acessos suportado em fibra ótica aumentou em 303 mil acessos (+13,7%).

Os acessos suportados em redes de televisão por cabo diminuíram 0,9%, representando 28% do total (menos 1,4 pontos percentuais que há 12 meses).

“Os acessos ADSL mantiveram a tendência de queda, tendo diminuído 29,7%, substituídos por acessos de nova geração”, representando 6,6% do total de acessos (-3,2 pontos percentuais).

Já os acessos fixos suportados nas redes móveis diminuíram 3,7% e tinham um peso de 6,4% (-0,5 pontos percentuais).

“Nos mercados do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa, estão presentes quatro entidades com quotas de subscritores relevantes: a Meo (40,7%), o grupo NOS (34,5%), a Vodafone (21,2%) e a Nowo (3,2%)”, de acordo com o regulador.

A Vodafone “foi o prestador cuja quota de acessos mais aumentou (+0,7 pontos percentuais), enquanto a Meo foi o prestador que captou mais clientes em termos líquidos, tendo aumentado a sua quota em 0,3 pontos percentuais.

Caso se considerem apenas os acessos residenciais, a Meo apresenta a quota de subscritores mais elevada (39,1%), seguindo-se o grupo NOS (36,8%), a Vodafone (20,2%), e a Nowo (3,7%).

“No que respeita a quotas de tráfego de banda larga fixa, a Meo atingiu os 40,6%, seguindo-se o grupo NOS com 33,6% e a Vodafone com 22,6%. A quota da Nowo foi de 1,6%”, adianta a Anacom.

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COVID-19: CIENTISTAS INGLESES DESDRAMATIZAM VARIANTE ÓMICRON

Cientistas britânicos relativizaram este sábado o alarme gerado pela variante Ómicron do coronavírus que causa a Covid-19, admitindo que, apesar das muitas mutações genéticas que tem, as vacinas continuarão provavelmente eficazes a prevenir a doença grave.

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Cientistas britânicos relativizaram este sábado o alarme gerado pela variante Ómicron do coronavírus que causa a Covid-19, admitindo que, apesar das muitas mutações genéticas que tem, as vacinas continuarão provavelmente eficazes a prevenir a doença grave.

O imunologista Andrew Pollard, diretor do grupo de investigação de vacinas da Universidade de Oxford que desenvolveu a vacina da covid-19 para o laboratório AstraZeneca, disse, em declarações à televisão BBC, que muitas das mutações da variante estão presentes noutras estirpes do SARS-CoV-2 nas quais as vacinas se revelaram eficazes.

“As mutações [da Ómicron] existem noutras variantes, e as vacinas conseguiram prevenir a doença grave com as [variantes] Alpha, Beta, Gamma e Delta”, afirmou o investigador do Reino Unido, onde já foi detetada a nova estirpe.

Segundo o microbiologista Calum Semple, “é provável que a imunidade” conferida pelas vacinas contra a Covid-19 “ainda proteja” contra a doença grave que possa vir a causar a nova variante.

Semple considerou adequado que vários países tenham suspendido voos com países da África Austral para poderem “ganhar tempo” no reforço da vacinação e na avaliação dos verdadeiros efeitos da nova estirpe na saúde.

Desconhece-se ainda, em rigor, se a Ómicron é mais transmissível ou perigosa, a ponto de causar doença mais severa, morte e escapar à proteção conferida pelas vacinas contra a Covid-19.

Na sexta-feira, em declarações à Lusa, o microbiologista João Paulo Gomes afirmou que a nova estirpe do SARS-CoV-2, detetada inicialmente na África do Sul, “é motivo de preocupação”, dado o elevado número de mutações genéticas que apresenta, em particular na proteína da espícula do vírus, que lhe permite entrar nas células humanas.

Contudo, para o investigador do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, não há razão para alarme, uma vez que a existência de várias mutações relevantes não implica que a variante seja mais transmissível ou escape às vacinas.

De acordo com um relatório da Rede para a Vigilância Genómica da África do Sul, a nova variante tem mais de 30 mutações na proteína da espícula.

Segundo João Paulo Gomes, “muitas dessas mutações estão na zona de ligação às células e outras são mutações conhecidamente associadas à falha de ligação aos anticorpos”.

“O problema desta nova linhagem é que tem muito mais mutações destas do que as outras variantes que nos preocuparam até agora”, acentuou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou na sexta-feira a variante B.1.1.529, identificada pela primeira vez na província sul-africana de Gauteng, como variante “de preocupação” e designou-a pelo nome Ómicron, letra do alfabeto grego.

De acordo com a OMS, a variante tem “um grande número de mutações, algumas das quais preocupantes”, com dados preliminares a sugerirem “um risco acrescido de reinfeção” com a nova estirpe do SARS-CoV-2, por comparação com outras variantes de preocupação.

Por definição da OMS, as variantes de preocupação estão associadas ao aumento da transmissibilidade ou virulência ou à diminuição da eficácia das medidas sociais e de saúde pública, dos diagnósticos, vacinas e tratamentos.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças considera que a Ómicron suscita “sérias preocupações de que possa reduzir significativamente a eficácia das vacinas e aumentar o risco de reinfeções”.

Depois de África do Sul, a variante já foi detetada no Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica, Hong Kong (Região Administrativa da China), Israel e Botswana.

Portugal, que está a investigar casos da nova estirpe, suspende a partir de segunda-feira os voos de e para Moçambique.

Desde este sábado todos os passageiros provenientes de voos de Moçambique, África do Sul, Botswana, Essuatíni (antiga Suazilândia), Lesoto, Namíbia e Zimbabué ficam obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias após a entrada em Portugal continental.

Os Estados-membros da União Europeia decidiram na sexta-feira suspender temporariamente voos de sete países da África Austral, incluindo Moçambique, para travar a propagação da Ómicron.

A Covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Além da Ómicron, existem mais quatro variantes do vírus consideradas preocupantes pela OMS, incluindo a Delta, dominante no mundo e até à data a mais contagiosa.

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ESTUDO: OCEANO ÁRTICO COMEÇOU A AQUECER NO INÍCIO DO SÉCULO XX

O Oceano Ártico começou a aquecer no início do século XX, décadas mais cedo do que se pensava, segundo uma investigação publicada hoje na revista “Science Advances”, que aponta as últimas duas décadas como as mais “quentes”.

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O Oceano Ártico começou a aquecer no início do século XX, décadas mais cedo do que se pensava, segundo uma investigação publicada hoje na revista “Science Advances”, que aponta as últimas duas décadas como as mais “quentes”.

O aquecimento do Ártico deve-se a água mais quente que flui para o delicado ecossistema a partir do Oceano Atlântico, com o aumento da temperatura a ser mais notório nos últimos 20 anos, indica o estudo de um grupo internacional de investigadores liderado pela Universidade de Cambridge, Reino Unido.

Os investigadores notam que todos os oceanos do mundo estão a aquecer, devido às alterações climáticas, mas que o Oceano Ártico, o mais pequeno e menos profundo, está a aquecer mais rapidamente do que qualquer outro.

O grupo reconstruiu a história recente do aquecimento do oceano junto do Ártico, numa região chamada Estreito de Fram, entre a Gronelândia e o arquipélago norueguês das ilhas Svalbard, utilizando as assinaturas químicas encontradas em micro-organismos marinhos.

E concluiu que o Oceano Ártico começou a aquecer rapidamente no início do século XX, à medida que águas mais quentes e salgadas vinham do Oceano Atlântico, um fenómeno chamado atlantificação. Uma mudança que começou antes da documentada pelas medições instrumentais modernas e que já provocou desde 1900 um aumento da temperatura de 2ºC (graus celsius).

Os resultados do estudo indicam também que há uma ligação entre o Ártico e o Atlântico Norte muito mais forte do que se pensava, que é capaz de moldar a variabilidade climática no Ártico, podendo ter implicações no recuo do gelo marinho e na subida global do nível do mar.

“A taxa de aquecimento no Ártico é mais do dobro da média global”, diz um dos autores da investigação, Francesco Muschitiello, do Departamento de Geografia de Cambridge.

“Com base nas medições por satélite sabemos que o Oceano Ártico tem vindo a aquecer constantemente, em particular nos últimos 20 anos, mas queríamos colocar o aquecimento recente num contexto mais longo”, acrescenta.

À medida que o Oceano Ártico aquece provoca o derretimento do gelo na região polar, o que afeta o nível global do mar e expõe mais da superfície do oceano ao sol, libertando calor e aumentando a temperatura do ar. Esse aumento das temperaturas provoca também o derretimento do “permafrost” (solo congelado, muitas vezes constituído por turfa), que armazena enormes quantidades de metano, um gás com efeito de estufa muito mais potente do que o mais ‘mediático’ dióxido de carbono.

Os investigadores reconstruíram as alterações das propriedades da água do Ártico ao longo dos últimos 800 anos. “Quando olhámos para todo o período de 800 anos, os nossos registos de temperatura e salinidade pareceram muito constantes. Mas, de repente, no início do século XX, obtém-se esta mudança marcada na temperatura e na salinidade”, disse outro dos autores do estudo, Teci Tommaso, do Instituto de Ciências Polares do Conselho Nacional de Investigação de Bolonha, Itália.

O investigador considerou “intrigante” a rápida atlantificação do estreito de Fram, a “porta” do Ártico, e alertou que essa atlantificação pode aumentar devido às alterações climáticas.

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