O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeitou esta terça-feira os pedidos de demissão e desvalorizou a moção de censura do Chega, remetendo esclarecimentos para a audição parlamentar de 8 de setembro, enquanto o Governo obteve o aval preliminar de Bruxelas para adquirir uma participação na REN.
O Ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu esta terça-feira no Funchal que não tenciona abandonar as suas funções governativas. Falando durante as celebrações do aniversário do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública da Madeira, o governante rejeitou as exigências de demissão e desvalorizou a moção de censura anunciada pelo Chega.
Luís Neves desafiou diretamente o líder do Chega, André Ventura, a apresentar as suas questões na audição regimental agendada para a tarde de 8 de setembro, na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, presidida pela deputada Paula Cardoso, do PSD. O ministro sublinhou a determinação em prestar todos os esclarecimentos sobre a sua governação e o seu percurso anterior na Polícia Judiciária, apesar das críticas de forças partidárias como a Iniciativa Liberal, cuja líder parlamentar, Mariana Leitão, pediu a sua saída por considerar que esta permanência desgasta as instituições.
No plano económico e energético, a Ministra do Ambiente e Energia comunicou que a Comissão Europeia concedeu luz verde preliminar à intenção do Estado de voltar a deter uma posição no capital da Redes Energéticas Nacionais (REN). A medida tem por objetivo reforçar a segurança de abastecimento, proteger infraestruturas estratégicas e responder às metas de transição energética com maior resiliência face a choques geopolíticos.
— Redação


