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POLÉMICA: FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL FEZ “NEGÓCIOS” COM FINANCEIRA ILEGAL

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) celebrou um acordo com a VT Markets, uma corretora financeira sediada na Austrália que não possui autorização da CMVM para operar em Portugal. A empresa, que utiliza a imagem da Seleção e de Cristiano Ronaldo para se promover, consta dos alertas de reguladores financeiros no Reino Unido, Itália, Bélgica e Dinamarca devido a possíveis fraudes.

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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está no centro de uma polémica financeira após ter oficializado uma parceria com a VT Markets, uma corretora estrangeira que não detém licença da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para vender produtos financeiros em Portugal.

A notícia, avançada esta quarta-feira pelo coletivo Investigate Europe, revela que, apesar de a FPF apresentar a empresa como “parceira oficial de trading no Médio Oriente e Norte de África”, a VT Markets disponibiliza uma página online inteiramente em português, utilizando imagens de craques da Seleção Nacional, incluindo Cristiano Ronaldo, para captar investidores.

O risco para os consumidores nacionais é elevado: como a corretora não é regulada pela CMVM, caso os investidores portugueses saiam prejudicados nos negócios, não terão qualquer proteção legal ou fundo de garantia a que recorrer.

A reputação da VT Markets na Europa é problemática. A empresa consta das “listas negras” de reguladores financeiros de países como o Reino Unido, Itália, Bélgica e Dinamarca. As autoridades destes países desaconselham vivamente negócios com a entidade, citando “possíveis fraudes”, e em Itália os sites da marca chegaram mesmo a ser bloqueados.

Em comunicado sobre a parceria, assinada há cerca de dois meses, a FPF justificava o acordo com a criação de “novas maneiras para as comunidades viverem o futebol, enquanto exploram oportunidades nos mercados financeiros”. No entanto, confrontada pelo jornal Público sobre a falta de licença e os alertas internacionais, a Federação não respondeu às questões.

Este caso insere-se num fenómeno crescente de empresas de criptoativos e trading que procuram a legitimidade dos grandes clubes europeus para angariar clientes.


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Vítor Fernandes

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