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SEGURANÇA SOCIAL: ATAQUE INFORMÁTICO EXPÔS DADOS DE 14 MIL TRABALHADORES

Os nomes de 14 mil trabalhadores da Segurança Social foram expostos, mas os dados de contribuintes e empresas não foram comprometidos, no ciberataque ao sistema do instituto em novembro de 2022, revelou hoje a presidente do Instituto de Informática.

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Os nomes de 14 mil trabalhadores da Segurança Social foram expostos, mas os dados de contribuintes e empresas não foram comprometidos, no ciberataque ao sistema do instituto em novembro de 2022, revelou hoje a presidente do Instituto de Informática.

Paula Salgado esteve hoje numa audição na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a requerimento do PCP sobre o ciberataque ao sistema informático do Instituto da Segurança Social, que ocorreu em novembro do ano passado.

“Foram expostos dados dos trabalhadores da Segurança Social, nomeadamente o nome”, afirmou Paula Salgado, garantindo, contudo, que “não houve qualquer comprometimento de dados pessoais de cidadãos e contribuintes”.

Questionada por Hugo Carvalho, deputado do PSD, sobre o número de nomes de trabalhadores da Segurança Social divulgados, Paula Salgado indicou que foi divulgado “o nome de 14 mil contas”.

No entanto, argumentou que “com esta informação não é feito nada”, já que considera que “o nome não é a chave, o código de utilizador é que é a chave”.

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Em causa está o ciberataque ao Instituto da Segurança Social, notificado à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) em 20 de novembro, segundo a uma resposta da mesma ao parlamento, enviada em 07 de dezembro.

Em resposta às questões do deputado comunista Alfredo Maia, a presidente do Instituto de Informática disse que, “apesar de o incidente ter sido classificado como de baixo risco”, optou por “efetuar essa comunicação à Comissão Nacional de Proteção de Dados”.

Paula Salgado explicou que o Instituto de Informática contou, além da própria equipa, “com a ajuda de especialistas em cibersegurança internacional”, tendo trabalhado “em estreita colaboração com a Polícia Judiciária”, pelo que “está a decorrer um inquérito”.

Entre as medidas implementadas pelo instituto para garantir que o ataque informático foi debelado, a responsável elencou a ativação do programa de crise interna, a constituição de uma equipa imediata de trabalho para a contenção e verificação e monitorização de todos os alertas e sistemas de informação, tendo ainda apostado em “ações técnicas absolutamente necessárias”, bem como no alargamento da autenticação multifator.

“Fomos absolutamente claros [com os trabalhadores]”, garantiu a responsável do Instituto de Informática, detalhando: “Na madrugada de domingo para segunda-feira [de novembro] comunicámos a todos os trabalhadores”.

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Em 21 de novembro, a Segurança Social anunciou ter sido alvo de um ataque informático.

“A Segurança Social foi alvo de um ciberataque que resultou numa intrusão intencional e maliciosa na sua rede informática. Da investigação forense do incidente de segurança, não foi apurado, até ao momento, qualquer facto que permita concluir ter havido acesso indevido a dados de cidadãos ou de empresas”, indicou num comunicado divulgado na altura.

Segundo a Segurança Social, “foram de imediato desencadeadas as diligências necessárias, em estreita colaboração com o Centro Nacional de Cibersegurança, a Polícia Judiciária e especialistas em cibersegurança, no sentido de garantir a segurança dos sistemas e respetivos dados”.

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NACIONAL

POLÍCIA: MAIS DE 336 MIL DENÚNCIAS CRIMINAIS EM DOIS ANOS

A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou no biénio 2022-2023 mais de 336 mil denúncias criminais, segundo dados divulgados pela força de segurança para assinalar hoje o Dia Europeu das Vítimas de Crime.

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou no biénio 2022-2023 mais de 336 mil denúncias criminais, segundo dados divulgados pela força de segurança para assinalar hoje o Dia Europeu das Vítimas de Crime.

Em comunicado, a PSP adianta que no ano de 2023, o serviço 112 recebeu um total de 6.953.906 chamadas.

“Importa ainda referir que no biénio 2022-2023, a PSP registou mais de 336 mil denúncias criminais, que tiveram o devido apoio, acompanhamento e encaminhamento.”, é referido na nota.

Estes dados são divulgados hoje, o Dia Europeu das Vítimas de Crime, que foi “criado no ano de 1990 em Estocolmo pela Victim Support Europe, com o propósito de sensibilizar e alertar para a proteção e salvaguarda dos direitos das vítimas de crime, bem como dar a conhecer os mecanismos disponíveis a que podem recorrer, caso sejam vítimas de crime ou tenham presenciado um crime, independentemente da sua natureza”.

A PSP disponibiliza a nível nacional mais de duas centenas de locais para apresentação de denúncias e apoio a vítimas de crimes, entre centenas de esquadras, 19 espaços de atendimento especializado e dedicado a vítimas de violência doméstica (vítimas especialmente vulneráveis), quatro postos policiais localizados nos principais hospitais da Área Metropolitana de Lisboa e três Esquadras de Turismo.

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Podem ser feitos contactos ainda através da queixa eletrónica https://queixaselectronicas.mai.gov.pt para formalizar qualquer denúncia criminal via internet, bem como os endereços eletrónicos [email protected], [email protected], [email protected], [email protected].

A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registou no ano passado 30.950 crimes, a maioria relacionados com violência doméstica e crimes sexuais contra crianças e jovens.

Segundo dados da APAV, divulgados hoje no jornal Público, nos últimos cinco anos, foram registados 6.776 crimes sexuais contra crianças e jovens, sendo o ano de 2023 aquele em que mais crimes deste género foram reportados, totalizando 1.760 situações.

No entanto, os crimes de violência doméstica continuam a dominar a maioria do total dos crimes relatados pela APAV ao longo de 2023: foram sinalizados 23.465 crimes deste tipo, representando 75,8% do total de 30.950 crimes reportados.

Os dados da APAV, citados pelo Público e cujo relatório vai ser divulgado hoje, indicam que os crimes relacionados com a violência sexual contra menores (1.760) surgem logo a seguir, representando 5,7% dos crimes reportados.

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Os 1.760 casos representam um aumento de quase 30%, que se traduzem em 404 situações, no número de crimes contra crianças contabilizados pela APAV ao longo de 2022.

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NACIONAL

SETE MIL CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E JOVENS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

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“Importa ainda referir que no biénio 2022-2023, a PSP registou mais de 336 mil denúncias criminais, que tiveram o devido apoio, acompanhamento e encaminhamento.”, é referido na nota.

Estes dados são divulgados hoje, o Dia Europeu das Vítimas de Crime, que foi “criado no ano de 1990 em Estocolmo pela Victim Support Europe, com o propósito de sensibilizar e alertar para a proteção e salvaguarda dos direitos das vítimas de crime, bem como dar a conhecer os mecanismos disponíveis a que podem recorrer, caso sejam vítimas de crime ou tenham presenciado um crime, independentemente da sua natureza”.

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A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registou no ano passado 30.950 crimes, a maioria relacionados com violência doméstica e crimes sexuais contra crianças e jovens.

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No entanto, os crimes de violência doméstica continuam a dominar a maioria do total dos crimes relatados pela APAV ao longo de 2023: foram sinalizados 23.465 crimes deste tipo, representando 75,8% do total de 30.950 crimes reportados.

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