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TÂMEGA E SOUSA: 11 MUNICÍPIOS EXIGEM ESTADO DE CALAMIDADE E ALARGAMENTO DO PRR

Os 11 municípios do Tâmega e Sousa uniram-se para pedir ao Governo a declaração de calamidade na região. Liderados por Cinfães, os autarcas alegam que os prejuízos causados pelo mau tempo superam a capacidade financeira das câmaras. O pedido inclui ainda uma exigência extraordinária: o alargamento dos prazos do PRR até ao final de 2026.

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Fotografia: CM Cinfães

Os 11 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa solicitaram formalmente ao Governo a declaração da situação de calamidade para a região. A iniciativa, liderada pela Câmara Municipal de Cinfães, surge na sequência das recentes intempéries que provocaram danos severos em infraestruturas públicas, redes viárias, habitações e explorações agrícolas em todo o território.

O presidente da Câmara de Cinfães, Carlos Cardoso, confirmou à agência Lusa que o documento foi subscrito por todas as autarquias da CIM, fundamentando que a dimensão dos prejuízos “ultrapassa a capacidade de resposta dos meios municipais”. As autarquias defendem que a intervenção estatal é urgente para garantir a segurança das populações e a recuperação do tecido económico fustigado pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta.

Além da ajuda financeira direta, as autarquias do Tâmega e Sousa solicitam ao Executivo o alargamento dos prazos de execução dos projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) até ao final do corrente ano. O documento enviado sublinha que as condições meteorológicas adversas criaram constrangimentos operacionais inultrapassáveis, colocando em risco a boa execução financeira dos investimentos previstos. A CIM manifestou total disponibilidade para colaborar na avaliação técnica dos danos num território que abrange concelhos dos distritos de Viseu, Porto, Aveiro e Braga.


 

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