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EFEMÉRIDES

16 DE JUNHO: A RAVOLTA DE SOWETO DESAFIA REPRESSÃO DO APARTHEID (1976)

Milhares de estudantes negros protestaram no Soweto, África do Sul, contra a imposição do idioma africânder nas escolas. A repressão policial violenta resultou em centenas de mortes e mudou o curso do Apartheid.

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Milhares de estudantes negros protestaram no Soweto, África do Sul, contra a imposição do idioma africânder nas escolas. A repressão policial violenta resultou em centenas de mortes e mudou o curso do Apartheid.


A 16 de Junho de 1976, o gueto do Soweto, nos arredores de Joanesburgo, tornou-se o epicentro de uma revolta que abalaria as fundações do sistema de segregação racial sul-africano. Cerca de 20 mil estudantes saíram às ruas num protesto pacífico contra o “Decreto da Língua Africânder”, que obrigava o uso da língua dos colonizadores brancos como meio de instrução nas escolas para negros. O africânder era visto pela maioria negra como a “língua do opressor”. A manifestação, organizada pelo Movimento de Consciência Negra, foi confrontada pela polícia sul-africana com brutalidade extrema.

As forças de segurança abriram fogo sobre a multidão de jovens. A imagem do corpo ensanguentado de Hector Pieterson, um rapaz de 13 anos, transportado por um colega em pranto, correu o mundo e tornou-se o símbolo trágico da resistência. Embora os números oficiais do governo da época apontassem para 23 mortos, estimativas independentes sugerem que mais de 700 pessoas perderam a vida nos confrontos que se seguiram e que se espalharam por todo o país. O Levantamento de Soweto marcou o fim da relativa passividade política que se seguiu ao massacre de Sharpeville em 1960.

O evento isolou ainda mais o regime do Apartheid a nível internacional e radicalizou a luta interna liderada pelo ANC. Em reconhecimento a este sacrifício, o dia 16 de Junho é hoje celebrado na África do Sul como o Dia da Juventude, honrando aqueles que lutaram pela dignidade e pelo direito à educação.


Redação

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