Os sindicatos da banca afetos à UGT convocaram uma greve geral para 30 de novembro, unindo-se à paralisação agendada pelo SNQTB. Em causa está a contestação à proposta patronal de aumentos salariais de 2%, considerada inaceitável face aos lucros obtidos pelas instituições financeiras.
Os sindicatos do setor bancário filiados na União Geral de Trabalhadores (UGT) anunciaram esta terça-feira a convocação de uma greve geral para o dia 30 de novembro, convergindo com o protesto já convocado pelo Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB). A decisão surge em resposta à proposta de revisão salarial apresentada pelos bancos, que estipula um aumento de 2%, valor considerado insuficiente pelas organizações sindicais face aos resultados económicos apresentados pelo setor financeiro.
A posição conjunta é subscrita pelo Mais Sindicato, pelo Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC). As três estruturas consideraram inadmissível a postura negocial das administrações bancárias e acordaram um calendário de ações reivindicativas que se prolongará ao longo dos próximos meses.
O plano de luta estabelecido inclui a realização de um protesto geral e de três concentrações públicas junto aos edifícios das sedes de seis das principais instituições de crédito a operar em Lisboa. Os representantes sindicais argumentam que a proposta remuneratória de 2% não compensa a subida do custo de vida nem reflete os lucros substanciais reportados pelos bancos, exigindo a reabertura imediata das conversações com vista a uma valorização efetiva dos quadros do setor.


