NACIONAL
CORAÇÃO: MORTES POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES ATINGEM MÍNIMO DE 30 ANOS
Portugal registou em 2023 a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares mais baixa dos últimos 30 anos. Segundo a DGS, estas doenças continuam a ser a principal causa de morte (25%), mas os internamentos por enfarte e AVC desceram significativamente. A prevenção e a eficácia das “Vias Verdes” justificam os resultados.
A mortalidade por doenças do aparelho circulatório em Portugal atingiu, em 2023, o valor mais baixo das últimas três décadas. A conclusão consta do relatório “10 Anos das Doenças Cérebro e Cardiovasculares em Portugal”, publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que revela uma aproximação inédita entre a taxa de mortalidade destas patologias e a dos tumores malignos.
Apesar de continuarem a ser a principal causa de morte no país, representando cerca de 25% do total de óbitos, a tendência é de descida sustentada.
Entre 2017 e 2023, registaram-se reduções significativas nos internamentos por enfarte agudo do miocárdio (-20,7%) e AVC hemorrágico (-20,1%). A DGS atribui estes resultados à melhoria nos cuidados de saúde primários, ao controlo da hipertensão e diabetes, e à eficácia das “Vias Verdes”.
No entanto, o relatório alerta para a persistência de assimetrias regionais no acesso a cuidados e para o desafio da insuficiência cardíaca, cuja mortalidade se mantém elevada devido ao envelhecimento da população.




