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GRÉCIA ALVO DE CIBERATAQUE QUE AFETOU EXAMES DO ENSINO SECUNDÁRIO

O Ministério da Educação da Grécia revelou hoje que foi alvo de um ciberataque, descrito como o mais extenso da história do país, que teve como objetivo desativar uma plataforma central de exames do ensino secundário.

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O Ministério da Educação da Grécia revelou hoje que foi alvo de um ciberataque, descrito como o mais extenso da história do país, que teve como objetivo desativar uma plataforma central de exames do ensino secundário.

Os ataques de negação de serviço (DDoS), com o de objetivo sobrecarregar a plataforma, ocorreram hoje pelo segundo dia consecutivo, referiu o Ministério da Educação grego.

O ataque envolveu computadores de 114 países, causando interrupções e atrasos nos exames do ensino secundário, mas não conseguiu incapacitar o sistema, acrescentou a mesma fonte.

Os ciberataques já estão a ser alvo de uma investigação judicial, determinada por um procurador do Supremo Tribunal que vai ser auxiliado pela divisão de crimes cibernéticos da polícia.

“É o ataque mais significativo já realizado contra uma organização pública ou governamental grega”, realçou o Ministério da Educação, descrevendo os incidentes de segunda e terça-feira como “de grande escala e duração prolongada”.

Os exames de final de ano do ensino secundário na Grécia são realizados utilizando uma plataforma ‘online’ conhecida como Subject Bank, projetada para estabelecer um padrão uniforme em todo o país.

As interrupções deixaram alunos à espera nas salas de aula durante horas pelo início dos exames e desencadearam um confronto político, na sequência das eleições gerais inconclusivas no início do mês.

O partido Nova Democracia obteve 40,8% dos votos, o dobro do seu principal adversário, o partido de esquerda Syriza do ex-primeiro-ministro (2015-2019) Alexis Tsipras, que sofreu um duro revés.

Mas esse resultado não lhe permitiu obter uma maioria absoluta, ao mesmo tempo que descartou formar uma coligação, o que levou à marcação de novas eleições para 25 de junho.

“Tudo o que temos até agora é uma abdicação arrogante de responsabilidade do governo da Nova Democracia, que durante quatro anos falhou em tomar medidas adequadas de proteção digital para proteger a plataforma Subject Bank e garantir que os exames escolares decorram sem problemas”, destacou Popi Tsananidou, porta-voz do Syriza (esquerda).

O primeiro-ministro interino, Ioannis Sarmas, no cargo até à eleição de um novo governo, presidiu hoje uma reunião sobre os ataques, que “foram de grande intensidade e motivação”, de acordo com uma nota de imprensa do seu gabinete que não fez referência a um possível responsável.

Ioannis Sarmas garantiu, citado no comunicado, que os ataques foram “repelidos com eficiência” e que as autoridades gregas, se necessário, “vão mobilizar o que for necessário para lidar com ciberataques no futuro imediato”.

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INTERNACIONAL

KAMALA HARRIS ESPERA NOMEAÇÃO DEMOCRATA CONTRA TRUMP

A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, afirmou hoje pretender “merecer e ganhar” a nomeação do Partido Democrata às eleições presidenciais e derrotar o republicano Donald Trump, após ter recebido o apoio do desistente Joe Biden.

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A vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, afirmou hoje pretender “merecer e ganhar” a nomeação do Partido Democrata às eleições presidenciais e derrotar o republicano Donald Trump, após ter recebido o apoio do desistente Joe Biden.

“É uma honra receber a recomendação do Presidente e a minha intenção é merecer e ganhar esta nomeação”, disse Harris, numa declaração em que qualifica a decisão de Joe Biden abandonar a corrida de um “ato abnegado e patriótico”.

A desistência de Joe Biden a uma reeleição no cargo, hoje anunciada, acontece um mês antes da convenção dos Democratas, na qual deverá ser escolhido novo candidato. A convenção está marcada de 19 a 22 de agosto, em Chicago, e o que deveria ser uma confirmação de Joe Biden na corrida à Casa Branca transformou-se num “concurso aberto”, como escreveu a Associated Press, no qual 4.700 delegados vão votar num candidato para defrontar o republicano Donald Trump nas presidenciais de novembro.

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EUA: JOE BIDEN DESISTE DA REELEIÇÃO

O Presidente norte-americano, Joe Biden, o mais velho na história do país, desistiu da corrida às eleições presidenciais de novembro, justificando que a sua saída era do interesse do Partido Democrata e do país.

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O Presidente norte-americano, Joe Biden, o mais velho na história do país, desistiu da corrida às eleições presidenciais de novembro, justificando que a sua saída era do interesse do Partido Democrata e do país.

O líder da Casa Branca tem 81 anos e a sua condição de saúde foi questionada, nomeadamente após um debate desastroso com o candidato republicano Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a aptidão do atual Presidente para o cargo, quando faltam apenas quatro meses para as eleições.

A decisão de abandonar a corrida surge após uma pressão crescente dos aliados democratas de Biden para que este se afaste após o debate de 27 de junho, no qual o Presidente de 81 anos deu algumas vezes respostas sem sentido e não conseguiu chamar a atenção para as muitas falsidades do antigo presidente.

Biden apoiou a vice-presidente Kamala Harris, de 59 anos, para enfrentar Trump e encorajou o seu partido a unir-se em torno dela.

Joe Biden, que em janeiro de 2021 se tornou o Presidente mais velho na história dos Estados Unidos, aos 78 anos e 61 dias, anunciou em abril a sua recandidatura ao cargo, depois de quatro anos de uma liderança algo conturbada, anunciando aos 80 anos que tinha intenção de se manter no cargo até 2029.

Eleito em 1972 senador do Delaware pelo Partido Democrata, Joseph Robinette Biden Jr. teve desde cedo um diálogo com comunidades afro-americanas.

O “assalto” à Casa Branca ocorreu em três ocasiões: 1988, quando fracassou devido a acusações de plágio, 2008, quando acabou como ‘vice’ de Barack Obama, e, finalmente, em 2020, acabando por vencer o Presidente incumbente, Donald Trump.

Biden foi eleito em 2021 ao lado de Kamala Harris, a primeira mulher negra e de ascendência sul-asiática na vice-presidência.

Uma compilação de sondagens publicada pela RealClearPolitics dá a a Trump 47,7% contra 44,7% do seu potencial adversário democrata, com base na média de uma dezena de sondagens concluídas entre 02 e 18 de julho, resultado que está em linha com a distância adquirida por Trump após o debate televisivo entre ambos no final do mês passado.

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