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NACIONAL

GRIPE E FRIO PROVOCAM EXCESSO DE MORTALIDADE DE 22% EM PORTUGAL

Morreu mais 22% da população do que o esperado desde dezembro. As autoridades de saúde confirmam o excesso de mortalidade em Portugal e apontam os culpados: a gripe e o frio. Os idosos são os mais afetados e as regiões do Alentejo e Algarve registam os piores indicadores devido à falta de vacinação.

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Portugal está a enfrentar um excesso de mortalidade de 22% desde o início de dezembro. A conclusão é da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Ricardo Jorge, que atribuem este aumento trágico à combinação de dois fatores: a epidemia de gripe e as baixas temperaturas que se fazem sentir.

Os dados mostram que os idosos com mais de 85 anos são as principais vítimas, sofrendo o impacto da circulação do vírus da gripe, nomeadamente do subtipo H3N1, conhecido por ser mais letal.

Geograficamente, a gripe alastrou de norte para sul, mas é no Alentejo e no Algarve que a mortalidade é proporcionalmente mais grave. As autoridades de saúde explicam que este impacto no sul do país se deve à maior hesitação vacinal nestas regiões, aliada a fatores de privação socioeconómica. A DGS reforça o apelo à vacinação e à etiqueta respiratória para travar este cenário.


Redação

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