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INTERNACIONAL

MARCELO REBELO DE SOUSA MANIFESTA PESAR SOBRE A MORTE DE JOÃO RENDEIRO

O Presidente da República manifestou hoje pesar pela morte do antigo presidente do BPP João Rendeiro numa prisão na África do Sul e considerou que não há mais nada a dizer neste momento.

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O Presidente da República manifestou hoje pesar pela morte do antigo presidente do BPP João Rendeiro numa prisão na África do Sul e considerou que não há mais nada a dizer neste momento.

“Qualquer pessoa não pode deixar de lamentar e manifestar o seu pesar por aquilo que foi noticiado. É o que se pode dizer, não se pode dizer mais nada”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa.

O chefe de Estado, que respondia a perguntas da comunicação social na varanda do Palácio de Belém, escusou-se a falar mais sobre este assunto.

Interrogado se a Presidência da República recebeu informações sobre a morte de João Rendeiro, retorquiu: “Eu acho que, por respeito pela pessoa e pela situação e circunstâncias da morte, não há mais nada a dizer, mais nada”.

Marcelo Rebelo de Sousa também não quis fazer comentários sobre a atuação da justiça neste caso, defendendo que, perante “uma situação limite, como é sempre a situação da morte no seu contraste da vida, não há mais nada que se deva dizer neste momento”.

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro estava detido na África do Sul desde 11 de dezembro do ano passado, após três meses de fuga para não cumprir pena em Portugal.

June Marks, sua advogada na África do Sul, disse hoje que João Rendeiro foi encontrado morto na prisão de Westville, na quinta-feira à noite, véspera de uma sessão preparatória para o julgamento do processo de extradição para Portugal, previsto para 13 a 30 de junho.

As autoridades sul-africanas estão a investigar as circunstâncias da sua morte.

João Rendeiro foi condenado em Portugal em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

INTERNACIONAL

ELON MUSK ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL POR HOSPEDEIRA DA SPACEX

Uma hospedeira de bordo acusou Elon Musk de a ter assediado sexualmente num jato privado SpaceX, a companhia de que é dono, e de a silenciar, avançou um artigo do Business Insider. As acusações já foram negadas pelo magnata.

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Uma hospedeira de bordo acusou Elon Musk de a ter assediado sexualmente num jato privado SpaceX, a companhia de que é dono, e de a silenciar, avançou um artigo do Business Insider. As acusações já foram negadas pelo magnata.

Musk já reagiu na rede social Twitter, ao negar a acusação e alegando que a hospedeira se trata de uma “ativista de extrema-esquerda de Los Angeles” e que “o único objetivo [da denúncia] era interferir na compra do Twitter”, tendo em conta que o artigo jornalístico sobre o caso foi escrito sem Musk ter sido questionado.

“E, para que fique claro, estas acusações perturbadoras são totalmente falsas”, escreveu ele em resposta a um tweet.

De acordo com o artigo publicado, Musk viajou, em 2016, para Londres com um jato privado e pediu uma massagem como parte dos serviços disponíveis durante o voo.

A acusação prende-se ao facto do magnata ter mostrado o seu pénis ereto à massagista, que tinha sido inicialmente contratada como hospedeira, e de lhe ter tocado nas coxas, prometendo-lhe “comprar-lhe um cavalo” caso cumprisse os seus desejos, que a hospedeira recusou.

A mulher, que desejou não revelar o nome, foi eventualmente despedida depois do episódio com Elon Musk, contratando depois um advogado, que numa reunião em 2018 com o próprio magnata recebeu a proposta de 250.000 dólares (aproximadamente 237 mil euros) para o caso não ser levado a tribunal.

Até ao momento a hospedeira, nem o advogado, quiseram comentar o caso aos meios de comunicação, enquanto o vice-presidente da SpaceX, Christopher Cardaci, apenas afirmou que não pretende “falar sobre os acordos de conciliação”.

O Twitter foi o local escolhido para Musk se defender, onde chegou a responder ao relato do caso feito por uma repórter da Fox News, amiga da queixosa, afirmando: “Tenho de desafiar essa mentirosa que afirma que a sua amiga me viu ‘exposto’: descreva uma única coisa – uma tatuagem, uma cicatriz, o que quer que seja, que o público desconheça. Não vai conseguir fazê-lo, porque isto nunca aconteceu”, lê-se num comentário.

O magnata de origem sul-africana tem estado envolvido numa onda de polémicas durante as últimas semanas, quando fez a primeira proposta de compra do Twitter, no meio de rumores persistentes de que planeava baixar o preço ou desistir da venda.

“Nos meus 30 anos de carreira, incluindo a era MeToo, nunca houve nada a apontar, mas, assim que eu anuncio que quero restaurar a liberdade de expressão no Twitter e votar em republicanos, os problemas aparecem…”, comentou Musk noutro tweet.

Na quinta-feira passada, Musk deparou-se com outra controvérsia quando o índice seletivo Standard & Poors 500 retirou a sua marca de carros elétricos, Tesla, de uma lista de empresas que respeitam compromissos sociais e ambientais, acusando a marca de discriminação racial e más condições de trabalho numa das suas fábricas.

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RÚSSIA: VLADIMIR PUTIN ‘QUEIXA-SE’ DOS CIBERATAQUES DO OCIDENTE

A Rússia enfrentou uma “agressão direta” através de ciberataques do Ocidente durante a invasão da Ucrânia, mas defendeu-se com sucesso, garantiu o Presidente russo, Vladimir Putin.

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A Rússia enfrentou uma “agressão direta” através de ciberataques do Ocidente durante a invasão da Ucrânia, mas defendeu-se com sucesso, garantiu o Presidente russo, Vladimir Putin.

A Rússia enfrentou uma “agressão direta” através de ciberataques do Ocidente durante a invasão da Ucrânia, mas defendeu-se com sucesso, afirmou nesta sexta-feira o Presidente russo, Vladimir Putin.

Num discurso aos membros do Conselho de Segurança russo, Putin observou que os “desafios nessa área tornaram-se ainda mais prementes, sérios e extensos”.

O Presidente russo denunciou que foi “desencadeada uma agressão direta contra a Rússia, uma guerra travada no espaço da informação”, acrescentando que a agressão cibernética contra Moscovo, “tal como o ataque em forma de sanções, falhou”.

Putin ordenou aos funcionários para que “aperfeiçoassem e reforçassem os mecanismos de garantia de segurança da informação em instalações industriais de importância crítica que têm uma relação direta com a capacidade defensiva [da Rússia], e com o desenvolvimento estável das esferas económica e social“.

Ainda nesta sexta-feira, a imprensa italiana divulgou a ocorrência de ataques informáticos a vários “sites” institucionais italianos, reivindicados pelo grupo pró-russo Killnet, que já tinha tentado perturbar o Festival da Eurovisão da Canção, realizado na semana passada em Turim.

Antes, o grupo Killnet já tinha atacado vários sites institucionais italianos como as páginas do Senado e do Ministério do Interior, que estiveram bloqueadas durante várias horas. O coletivo pró-russo Killnet já reivindicou ataques informáticos semelhantes contra sites na Roménia, Polónia e Estados Unidos.

Também a Costa Rica está “em guerra” contra os “ciberterroristas” do grupo pró-russo Conti, que iniciaram em 17 de abril uma série de ataques que ainda afetam este país, realçou na segunda-feira o Presidente, Rodrigo Chaves.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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HACKERS DO GRUPO ‘KILLNET’ PRÓ-RUSSO ATACAM SITES OFICIAIS ITALIANOS

Vários sites institucionais italianos voltaram a sofrer ataques informáticos que foram reivindicados pelo grupo pró-russo Killnet, que já tinha tentado perturbar o Festival da Eurovisão da Canção, realizado na semana passada em Itália, divulgou hoje a imprensa italiana.

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Vários sites institucionais italianos voltaram a sofrer ataques informáticos que foram reivindicados pelo grupo pró-russo Killnet, que já tinha tentado perturbar o Festival da Eurovisão da Canção, realizado na semana passada em Itália, divulgou hoje a imprensa italiana.

Desde quinta-feira à noite que não funcionam as páginas oficiais na Internet de vários organismos italianos, como é o caso do Conselho Superior da Magistratura, do Departamento de Alfândegas e dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, Educação e Cultura.

De acordo com a imprensa italiana, os ataques informáticos verificaram-se apesar da vigilância dos departamentos especiais da polícia.

Segundo as fontes citadas pela imprensa italiana, os ‘hackers’ (piratas informáticos) do grupo pró-russo Killnet anunciaram o ataque através das redes sociais, dando instruções “para liquidar a estrutura de informação italiana”.

Na mesma mensagem, o coletivo de ‘hackers’ indicou que este ciberataque teria a duração de 48 horas e que não iria afetar o sistema de saúde do país.

A polícia italiana já conseguiu frustrar vários ataques informáticos lançados por este grupo durante as últimas eleições e contra o Festival da Eurovisão da Canção, que decorreu na semana passada na cidade italiana de Turim.

Antes, o grupo Killnet já tinha atacado vários sites institucionais italianos como as páginas do Senado e do Ministério do Interior, que estiveram bloqueadas durante várias horas.

Nestes ataques não se verificou o roubo de dados e informações, de acordo com fontes policiais.

Estes ataques informáticos definem-se como Ddos (Distributed Denial-of-Service) que se caracterizam por ser prolongados e que têm como alvo bloquear uma determinada página na Internet.

O coletivo pró-russo Killnet já reivindicou ataques informáticos semelhantes contra sites na Roménia, Polónia e Estados Unidos.

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MASSAS DE GELO DOS ANDES TROPICAIS ENCOLHERAM 42% EM 30 ANOS

As massas de gelo dos Andes tropicais encolheram 42% entre 1990 e 2020, passando de um máximo de 2.429,38 quilómetros quadrados (km2) para apenas 1.409,11 km2, refere um artigo científico divulgado esta sexta-feira pela organização não-governamental (ONG) brasileira Mapbiomas.

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As massas de gelo dos Andes tropicais encolheram 42% entre 1990 e 2020, passando de um máximo de 2.429,38 quilómetros quadrados (km2) para apenas 1.409,11 km2, refere um artigo científico divulgado esta sexta-feira pela organização não-governamental (ONG) brasileira Mapbiomas.

Os Andes tropicais incluem quase todas as zonas montanhosas da Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, bem como partes menores na Venezuela, Chile e Argentina, acima dos 600 metros e 800 metros de altitude.

O texto, publicado na revista Remote Sensing por especialistas da iniciativa MapBiomas Amazónia em colaboração com a Universidade Nacional Agrária La Molina, o Instituto de Pesquisas em Glaciares e Ecossistemas de Montanha, ambos do Peru, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do Brasil, destacou ainda que o “recuo registado nas últimas três décadas equivale a quase metade da extensão das geleiras [massas de gelo] tropicais andinas registada em 1990″.

Num comunicado, a ONG menciona que “esse crescimento sem precedentes da perda de geleiras, tanto em extensão quanto em volume, pode ser atribuído às mudanças climáticas e a fatores não climáticos como o aumento das queimadas florestais nos últimos anos na Amazónia, que geram carbono negro que pode acelerar o recuo” das massas de gelo.

“A queima das florestas gera carbono negro, que acelera o recuo das geleiras quando entra em contacto com a sua superfície”, explicou Efrain Turpo, que liderou o estudo.

A ONG acrescentou que a perda de massas de gelo afeta a integridade dos ecossistemas nesta região da América do Sul que dependem do ciclo da água, agricultura, abastecimento de água potável, geração de eletricidade, turismo, entre outros.

Já Maria Olga Borja, coautora do artigo, reforçou a importância de reduzir as emissões que se originam na destruição de florestas para dar lugar a outros usos da terra, como agricultura e pecuária.

As massas de gelo tropicais andinas estão localizadas entre o trópico de Câncer e o trópico de Capricórnio dentro da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Os cientistas envolvidos na investigação científica acreditam que o ritmo de mudança nas massas de gelo tem sido rápido, com uma perda média anual de 28,42 km2.

“As [áreas] mais afetadas foram as geleiras que estão a menos de 5.000 metros acima do nível do mar, que em 30 anos perderam quase 80,25% de sua área. A aceleração foi mais significativa a partir de 1995, quando a perda da bacia Amazónica supera a de outras bacias. Em 2020 elas possuíam uma área aproximada de 869,59 km2”, disse o Mapbiomas.

As massas de gelo tropicais andinas estão presentes, com extensões muito variadas, em todos os países andinos da América do Sul.

Aqueles com as maiores áreas são Peru (72,76%), Bolívia (20,35%) e Equador (3,89%).

O Mapbiomas informou que o recuo das massas de gelo em 2020 face a 1990 foi de 41,19% no Peru, de 42,61% na Bolívia e de 36,37% no Equador.

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