A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde enviou ao Ministério Público uma queixa relacionada com eventuais ilícitos financeiro-económicos imputados à gestão de Miguel Guimarães na liderança da Ordem dos Médicos. O antigo bastonário declarou total desconhecimento dos factos e negou categoricamente a prática de qualquer irregularidade.
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A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) reencaminhou para o Ministério Público uma denúncia relativa a alegados ilícitos económico-financeiros na gestão de Miguel Guimarães, que presidiu à Ordem dos Médicos entre 2017 e 2023. A transmissão documental tem por objetivo a apreciação de eventual responsabilidade criminal decorrente de atos administrativos e financeiros praticados nesse mandato.
O processo na tutela da saúde iniciou-se em outubro do ano passado, tendo a matéria sido remetida formalmente pelo Ministério da Saúde à IGAS para averiguações internas no âmbito das suas competências de supervisão. A Procuradoria-Geral da República foi contactada para esclarecer se já procedeu à abertura formal de inquérito na sequência da receção do processo, não tendo adiantado uma posição até ao fecho desta edição.
Em reação às informações divulgadas, o antigo bastonário Miguel Guimarães negou a prática de qualquer conduta ilícita, afirmando ter sido apanhado de surpresa pela notícia e lamentando não ter sido notificado sobre o teor da exposição. O ex-dirigente médico sublinhou que nunca utilizou cartões de crédito da instituição para despesas pessoais, assegurando que todos os pagamentos e verbas mobilizados se enquadraram rigorosamente na representação institucional e nos regulamentos estatutários da Ordem dos Médicos.


