NACIONAL
MINISTRO DA AGRICULTURA ADMITE QUE APOIO DE 20 MILHÕES É INSUFICIENTE
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, reconheceu que o apoio de 20 milhões de euros para mitigar custos de produção é insuficiente. Em Santarém, o governante defendeu uma coordenação europeia para evitar concorrência desleal e anunciou medidas para acelerar investimentos no setor.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, reconheceu que o apoio de 20 milhões de euros para mitigar custos de produção é insuficiente. Em Santarém, o governante defendeu uma coordenação europeia para evitar concorrência desleal e anunciou medidas para acelerar investimentos no setor.
Durante a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou que a dotação de 20 milhões de euros destinada a compensar o aumento dos custos com energia e fertilizantes não é suficiente para as necessidades do setor.
O governante sublinhou que Portugal aguarda financiamento adicional da União Europeia, defendendo uma resposta conjunta para evitar disparidades competitivas entre Estados-membros. Fernandes alertou que, sem uma solução europeia, os países com maior capacidade financeira poderão apoiar mais os seus produtores, criando distorções num mercado sem fronteiras.
O executivo anunciou um reforço de 660 milhões de euros no envelope financeiro do setor e um aumento de 50% no apoio ao rendimento base. No âmbito da Política Agrícola Comum, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros em 2025. O ministro admitiu a existência de entraves burocráticos, assegurando que o Governo está a simplificar procedimentos para acelerar a execução de fundos.
No domínio dos recursos hídricos, destacou o programa Água que Une, com investimentos de 500 milhões de euros. Para enfrentar a escassez de mão de obra, está a ser preparada legislação que facilite a habitação de trabalhadores nas explorações agrícolas. José Manuel Fernandes defendeu ainda a resiliência do sistema alimentar nacional, que apresenta um grau de autoaprovisionamento de 86%, reforçando o papel estratégico da agricultura na coesão do território.




