A Polícia de Segurança Pública avisou esta tarde que irá intervir na Praça D. João I, no centro da cidade do Porto, caso as tendas do protesto pelo direito à habitação não sejam desmobilizadas pelos manifestantes, mantendo em aberto o diálogo prévio com os promotores.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) declarou, ao final da tarde desta segunda-feira, que pretende “esgotar ao máximo a via do diálogo” com os promotores das manifestações em defesa do direito à habitação no Porto e em Lisboa, mas alertou com clareza que avançará para uma intervenção policial caso as tendas montadas nos espaços públicos não sejam removidas.
O porta-voz nacional da força de segurança, comissário Sérgio Soares, afirmou à Agência Lusa que a corporação estabeleceu limites e que, se as tentativas de entendimento falharem, a autoridade terá de agir no terreno. Na ótica da polícia, a permanência continuada dos cidadãos configura um acampamento ilegal, uma vez que não foi concedida autorização municipal pelas respetivas autarquias.
Para além da falta de licenciamento na Praça D. João I, a força policial apontou a violação sistemática do regime jurídico das manifestações, sublinhando que a legislação em vigor interdita este género de ocupações após a meia-noite. A PSP assinalou também repetidas queixas pelo incumprimento da lei do ruído durante o período noturno.
A direção policial sublinhou que a eventual ação operacional será devidamente proporcional e enquadrada por uma permanente avaliação de risco. O protesto, que cumpre o seu décimo dia consecutivo na Invicta, junta ativistas e cidadãos que exigem medidas estatais urgentes contra o aumento dos preços das rendas habitacionais.


