Os 220 membros do Governo e deputados do PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP detêm um total de 1039 imóveis avaliados em cerca de 55,6 milhões de euros, revelam as declarações entregues no Tribunal Constitucional divulgadas esta segunda-feira pelo jornal Público, numa altura em que estão em curso alterações legislativas ao arrendamento.
O património conjunto dos 220 políticos que integram o Governo e os grupos parlamentares de PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS-PP atinge mais de 55,6 milhões de euros, abrangendo 1039 imóveis, noticia esta segunda-feira o jornal Público. Entre estes responsáveis, que têm vindo a debater e aprovar desagravamentos fiscais e alterações às leis do arrendamento, contam-se 41 senhorios com rendimentos prediais declarados e 31 titulares com participações em 43 empresas imobiliárias.
De acordo com os registos depositados no Tribunal Constitucional, apenas 26 dos 220 visados não possuem qualquer imóvel em nome próprio. Em contrapartida, 119 declararam deter dois ou mais prédios e 88 indicaram três ou mais propriedades. No total apurado constam 623 prédios urbanos, 412 rurais e quatro mistos, tendo sido declarados mais de 807 mil euros em rendimentos prediais respeitantes a 2024.
O Governo apresenta a taxa mais expressiva de proprietários: os seus 60 elementos reúnem 436 imóveis, no valor de cerca de 23 milhões de euros, registando-se apenas dois governantes sem habitações registadas. A secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, surge como a maior proprietária do Executivo, com 62 imóveis, seguida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, com 55 propriedades. O secretário de Estado João Silva Lopes declarou mais de 136 mil euros de rendimentos prediais.


