O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu esta noite a possibilidade de avançar com novas medidas de apoio público caso o agravamento do custo de vida continue a pressionar o orçamento das famílias, ressalvando que a proposta orçamental do Governo será rigorosa e evitará encargos futuros excessivos para as contas públicas do país.
Na abertura da reunião do Conselho Nacional do PSD, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, abordou diretamente as dificuldades financeiras sentidas pela população portuguesa face à subida continuada dos preços e à pressão inflacionista. O governante assumiu que o executivo não exclui a necessidade de implementar novas medidas de mitigação destinadas a proteger os rendimentos dos agregados familiares mais vulneráveis perante a conjuntura económica adversa.
Durante a sua intervenção, o líder do executivo declarou não ser possível antecipar com precisão se os mecanismos de apoio já em vigor serão suficientes no médio prazo, nem quanto tempo a assistência extraordinária terá de vigorar. Contudo, Montenegro estabeleceu um limite claro às exigências orçamentais, afirmando com firmeza que o Governo recusa onerar as gerações futuras com despesas estruturais desmedidas ou desvios orçamentais.
A par da questão do custo de vida, o primeiro-ministro apelou ao sentido de Estado e à responsabilidade política dos partidos da oposição no Parlamento. Luís Montenegro sustentou que a proposta orçamental da coligação governamental será rigorosa e focada no equilíbrio, sublinhando que a estabilidade governativa até 2029 é fulcral para permitir que a economia nacional enfrente as incertezas externas sem perder a credibilidade financeira internacional.


