O presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, afirmou no Porto que a regionalização não avançará nos próximos 4 a 5 anos. Durante uma conferência organizada pela Lusa e pela CVRVV, o responsável justificou o adiamento com a falta de consenso político, garantindo que o foco será a gestão dos fundos disponíveis para os 86 municípios do Norte.
O processo de regionalização em Portugal Continental não deverá conhecer avanços durante a atual legislatura. A posição foi assumida pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, durante a conferência “Coesão Territorial em Portugal e com a Europa”, que decorreu na cidade do Porto sob a organização conjunta da agência Lusa e da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.
O dirigente regional clarificou que o dossiê da regionalização ficará excluído das prioridades legislativas nos próximos 4 a 5 anos devido à inexistência de consensos alargados entre os partidos com assento parlamentar. Embora seja pessoalmente favorável à criação de regiões administrativas, Álvaro Santos defendeu uma abordagem pragmática face à atual composição política e governamental do país.
Sem perspetivas de uma reforma estrutural no imediato, a CCDR-N concentrará a sua atuação na otimização dos instrumentos financeiros europeus. O objetivo passa por garantir a coesão económica, social e territorial dos 86 municípios que compõem a região. O presidente da estrutura sublinhou ainda que a instituição manterá o reforço da sua capacidade técnica e operacional, garantindo a mediação entre o poder central e as autarquias. A conferência debateu também a competitividade sub-regional e o impacto dos fundos comunitários na convergência da região Norte com a média europeia, num contexto de debate sobre a autonomia dos territórios.


