O antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou esta terça-feira que o atual panorama político e mediático em Portugal é marcado por um “ruído excessivo” que prejudica os interesses do país. As declarações foram prestadas à margem da entrega do Prémio António Champalimaud de Visão, em Lisboa.
Versão Rádio (edição de 16 de setembro):
O antigo Presidente da República e ex-primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva, alertou para o impacto negativo do atual ambiente mediático e político em Portugal. Abordado pelos jornalistas à saída da cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud de Visão, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, o antigo chefe de Estado defendeu que existe um “ruído político e mediático excessivo” que contraria os interesses da Nação.
Recusando comentar casos específicos ou nomear intervenientes do atual panorama partidário, Cavaco Silva frisou que não deseja alimentar polémicas. “Não quero acrescentar nada a todo o ruído político que anda por aí, que eu penso que não serve os interesses do país”, sublinhou. O ex-Presidente justificou o silêncio perante os temas da atualidade referindo estar na condição de “reformado das questões de política”, classificando o debate público no país como “demasiado intensivo e se calhar muito pouco justificativo”.
O evento na Fundação Champalimaud contou com a presença de altas figuras do Estado, nomeadamente o Presidente da República, António José Seguro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ex-Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Nenhum destes responsáveis prestou declarações à imprensa.
Esta intervenção de Cavaco Silva surge numa altura em que o país debate intensamente questões centrais como o Orçamento do Estado e o setor da justiça, enquadrando-se no seu habitual apelo à estabilidade e à contenção.


